DHPP indicia motorista por homicídio doloso e quatro tentativas após morte de ciclista na BR-319



DHPP indicia motorista por homicídio doloso e quatro tentativas após morte de ciclista na BR-319

Redação, Porto Velho RO, 28 de agosto de 2026 - O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) concluiu o inquérito sobre a morte da ciclista Waldirene Miranda, de 58 anos, conhecida como Dona Wal, e indiciou o motorista Maicon de Oliveira Brandão, de 37 anos, por homicídio doloso e quatro tentativas de homicídio, além de outros crimes relacionados ao caso.

Waldirene morreu atropelada na manhã do último domingo (23), na BR-319, nas proximidades da ponte sobre o rio Madeira, em Porto Velho. Segundo a investigação, ela estava pedalando em grupo quando foi atingida pelo caminhão conduzido pelo investigado.

O caso ganhou contornos ainda mais graves após o atropelamento. Conforme a apuração policial, depois de atingir a ciclista, o motorista teria retornado ao local e avançado novamente com o veículo contra pessoas que prestavam socorro e sinalizavam a rodovia. Um carro utilizado para proteger os socorristas também teria sido atingido.

SUSPEITA DE EMBRIAGUEZ

Outro ponto considerado pela investigação foi a condição do motorista após o acidente. Segundo o DHPP, Maicon apresentava sinais de alteração da capacidade psicomotora e recusou o teste do bafômetro. Ainda conforme a polícia, ele teria admitido que consumiu bebida alcoólica durante a madrugada anterior ao atropelamento.

Preso em flagrante após o episódio, o motorista teve a prisão convertida em preventiva e permanece detido enquanto o caso segue para as próximas etapas judiciais.

O indiciamento por homicídio doloso significa que, na avaliação da investigação policial, existem elementos para sustentar a hipótese de que o motorista assumiu o risco de produzir o resultado morte. A definição sobre eventual responsabilidade criminal, entretanto, caberá ao Ministério Público e à Justiça.

MORTE DE DONA WAL CAUSOU COMOÇÃO

A morte de Waldirene provocou forte repercussão entre ciclistas de Porto Velho. Conhecida como Dona Wal, ela era presença frequente nos grupos de pedal da capital e praticava o ciclismo principalmente em busca de saúde e qualidade de vida.

A tragédia também reacendeu o debate sobre a segurança de ciclistas que utilizam as rodovias da região, especialmente em trechos de intenso movimento de veículos pesados.

Com a conclusão do inquérito pelo DHPP, o caso avança agora para a esfera judicial. O Ministério Público deverá analisar as conclusões da investigação e decidir sobre o oferecimento de denúncia. O indiciamento, por si só, não representa condenação, e a responsabilidade criminal do investigado ainda será definida pela Justiça.

Fonte: noticiastudoaqui.com



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