A população brasileira e o mundo estão com os olhos voltados para o Supremo Tribunal Federal (STF) à espera de uma resposta da mais alta corte da República sobre graves denúncias contra um dos seus membros, após criterioso e responsável trabalho de investigação, realizado pela Polícia Federal, que, se de um lado atinge de forma dura a já debilitada imagem do STF, de outro, cumpre uma tarefa fundamental no processo de limpeza institucional do País.
As acusações, tornadas públicas, são graves. Cada nova descoberta, cada novo desmantelamento das conexões, apontam para a existência de uma ampla rede de corrupção alimentada historicamente entre poderes. A sociedade está perplexa diante de denúncias cabeludas e, consequentemente, exige a adequada punição dos responsáveis. O Brasil precisa enfrentar esse quadro crônico de um sistema corrompido, até como forma de fortalecer as instituições. Sair dessa condição, maléfica para o conjunto do País, exige assegurar frentes de combate no Executivo, no Legislativo e no Judiciário.
Nesse contexto, a atuação dos órgãos de fiscalização, como a Polícia Federal, é de suma importância, cada um, evidentemente, exercendo suas atribuições dentro de uma filosofia de trabalho e buscando consolidar cada vez mais o respeito e a credibilidade no seio da opinião pública brasileira. Já disse, e repito, da minha admiração pelo papel da Policia Federal, conquanto a ideia de políticos energúmenos é transformar a PF em organismo de repressão contra adversários.
Há, da parte de homens e de mulheres que governam esse País, uma grande responsabilidade, sobretudo neste momento crucial da vida nacional, em nome dos interesses da população. O sentimento popular experimentado hoje é o da vergonha de ver a mais alta corte da República ser notícia por esse tipo de espetáculo grotesco.
Valdemir Caldas