OPERAÇÃO MIRRA: FICCO desarticula tráfico na Zona Leste da Capital



OPERAÇÃO MIRRA: FICCO desarticula tráfico na Zona Leste da Capital

Redação, Porto Velho RO, 18 de setembro de 2026 - Uma operação integrada da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Rondônia (FICCO/RO) colocou nesta sexta-feira (18) no centro das investigações uma estrutura criminosa suspeita de atuar no comércio e na distribuição de drogas na Zona Leste de Porto Velho. Batizada de Operação Mirra, a ação mobilizou forças de segurança para cumprir cinco mandados de prisão e três mandados de busca e apreensão, todos autorizados pela Justiça Estadual e cumpridos na capital.

Segundo as investigações, o grupo não funcionaria de maneira improvisada. Os levantamentos realizados ao longo do inquérito identificaram uma estrutura com divisão de funções entre os integrantes, controle de pontos de venda de entorpecentes e arrecadação compulsória de valores mensais, indicando, conforme a apuração policial, uma organização voltada a manter o domínio sobre determinadas atividades relacionadas ao tráfico na região.

Um dos principais elementos identificados durante a investigação foi a possível atuação de integrantes que já estavam dentro do sistema prisional. De acordo com as informações divulgadas pela FICCO/RO, parte das ordens atribuídas ao grupo teria sido transmitida diretamente do interior de uma unidade prisional por meio do uso clandestino de aparelho celular. A descoberta levou à realização de revistas no presídio, com apoio da Polícia Penal, ampliando o alcance da operação para além dos endereços diretamente relacionados aos pontos investigados.

As medidas judiciais foram determinadas pela 2ª Vara de Garantias da Comarca de Porto Velho. Ao todo, foram expedidas cinco ordens de prisão, sendo quatro prisões temporárias e uma prisão preventiva, além de três mandados de busca e apreensão. Todos os mandados previstos para a capital foram cumpridos durante a operação.

O material recolhido durante as buscas será submetido a exames periciais e análise pelos investigadores. A partir desses elementos, a força-tarefa pretende aprofundar a apuração, esclarecer a participação individual dos investigados e verificar a existência de outros integrantes ou colaboradores ligados à estrutura criminosa.

A investigação também evidencia uma das frentes de atuação das forças de segurança contra organizações criminosas que utilizam diferentes níveis de comando e distribuição de tarefas para manter atividades ilícitas mesmo diante da prisão de alguns de seus integrantes. No caso investigado em Porto Velho, a suspeita de transmissão de ordens a partir de uma unidade prisional passou a integrar um dos pontos centrais da apuração.

Conforme a responsabilidade individual que venha a ser comprovada no decorrer do processo, os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e integração de organização criminosa. A definição das responsabilidades, entretanto, dependerá do avanço das investigações e da análise das provas reunidas durante a operação.

A FICCO/RO reúne Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Penal, Polícia Militar e Secretaria Nacional de Políticas Penais, permitindo a integração de informações, inteligência e operações no enfrentamento ao crime organizado em Rondônia.

A Operação Mirra permanece em andamento no sentido investigativo, e as autoridades ainda buscam identificar possíveis outros envolvidos e esclarecer toda a extensão da estrutura que teria atuado no comércio e na distribuição de drogas na Zona Leste de Porto Velho.

Fonte: noticiastudoaqui.com



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