Operação da PF apreende R$ 2 milhões em dinheiro vivo ligado a gabinete de parlamentar de Rondônia



Uma operação da Polícia Federal (PF) desencadeada em Porto Velho colocou no centro das atenções uma investigação sobre possível lavagem de dinheiro após a apreensão de R$ 2 milhões em espécie. A quantia foi encontrada dentro de um veículo abordado pelos agentes logo após um saque realizado em uma agência bancária da capital rondoniense. O caso ganhou novos desdobramentos após a confirmação de que o motorista responsável pelo transporte do dinheiro trabalha para um parlamentar federal de Rondônia.

A ação ocorreu na segunda-feira (3) e foi conduzida pela Polícia Federal com apoio técnico da Controladoria-Geral da União (CGU), dentro de uma investigação voltada ao combate à lavagem de capitais. Segundo a corporação, a abordagem foi resultado de um trabalho de inteligência que monitorava a movimentação financeira considerada atípica.

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De acordo com as informações divulgadas pela PF, o dinheiro havia acabado de ser retirado de uma instituição financeira da capital quando o veículo passou a ser acompanhado pelos investigadores. Durante a abordagem, os policiais localizaram os R$ 2 milhões em espécie no interior do automóvel.

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Outro fato que chamou a atenção dos investigadores foi a presença de seguranças armados realizando a escolta do veículo. Conforme a Polícia Federal, eles fugiram ao perceberem a aproximação das equipes policiais, mas foram localizados posteriormente durante as diligências realizadas pelos agentes.

O episódio ganhou repercussão política nesta terça-feira (4), após a divulgação de que o motorista abordado é funcionário de um parlamentar federal de Rondônia. Até o momento, porém, não houve divulgação oficial da identidade do deputado nem atribuição formal de responsabilidade criminal ao parlamentar. As investigações seguem em andamento para esclarecer a origem dos recursos, a finalidade do transporte da elevada quantia em dinheiro vivo e a eventual participação de outras pessoas.

A Polícia Federal informou que a justificativa apresentada para o saque e o transporte do dinheiro não era compatível com os elementos reunidos durante a investigação, circunstância que reforçou as suspeitas e motivou a apreensão dos valores. O material recolhido será submetido à análise para rastrear a origem dos recursos e identificar possíveis vínculos com crimes financeiros.

Especialistas destacam que o transporte de grandes quantias em espécie não configura, por si só, crime. Entretanto, movimentações financeiras dessa natureza costumam despertar a atenção dos órgãos de fiscalização quando associadas a indícios de ocultação da origem dos recursos, incompatibilidade das justificativas apresentadas ou outras evidências de possível lavagem de dinheiro.

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A investigação permanece sob responsabilidade da Polícia Federal, que deverá analisar documentos, registros bancários, comunicações e demais elementos colhidos durante a operação. Novas diligências não estão descartadas, e o caso poderá resultar na identificação de outros envolvidos caso surjam provas que sustentem novas medidas investigativas.

Até a divulgação das informações mais recentes, a PF não havia anunciado prisões relacionadas ao caso nem informado o destino definitivo dos valores apreendidos, que permanecem à disposição da investigação. Também não havia sido divulgada, oficialmente, a identidade do parlamentar citado nas reportagens, e a apuração segue em curso.

Fonte: noticiastudoaqui.com



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