Fúria teve registro de candidatura recusada pelo TRE; Côrte deu 3 dias para apresentação do Plano de Governo




A corrida pelo Palácio Rio Madeira registrou seu primeiro contratempo burocrático ainda na fase inicial do processo eleitoral. O candidato ao Governo de Rondônia Adaílton Fúria (PSD) teve o pedido de registro de candidatura alvo de diligência do Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) após a ausência de um dos documentos obrigatórios: o plano de governo. A Corte Eleitoral concedeu prazo de três dias para que a campanha apresente o documento e regularize o processo, sob pena de consequências previstas na legislação eleitoral.

O plano de governo é uma exigência legal para os candidatos aos cargos do Poder Executivo e integra a documentação obrigatória apresentada no momento do registro da candidatura. O documento reúne as principais diretrizes, metas e compromissos administrativos que serão defendidos pelo candidato durante a campanha e, caso eleito, poderão orientar sua futura gestão. Sua apresentação permite que eleitores, órgãos de fiscalização e a própria Justiça Eleitoral conheçam formalmente as propostas do postulante ao cargo.

Segundo informações divulgadas pelo Rondoniagora, o pedido de registro foi protocolado sem o plano de governo, levando o TRE-RO a determinar a complementação da documentação dentro do prazo estabelecido. A medida não representa, por si só, o indeferimento da candidatura, mas constitui uma diligência prevista nas normas eleitorais para possibilitar a correção de falhas documentais antes da análise definitiva do registro.

A legislação eleitoral prevê que, identificada a ausência de documentos ou outras irregularidades sanáveis, a Justiça Eleitoral pode intimar o partido ou a candidatura para promover a regularização. Somente após o cumprimento das diligências é que o processo segue para análise dos requisitos de elegibilidade e eventual deferimento ou indeferimento do registro.

O episódio chama atenção porque Fúria havia sido o primeiro candidato ao Governo de Rondônia a protocolar o pedido de registro junto ao TRE-RO, movimento interpretado por aliados como demonstração de organização e agilidade na campanha. A necessidade de complementar a documentação, entretanto, transformou a antecipação em um contratempo administrativo justamente no início da fase formal das eleições.

Com o prazo de três dias em andamento, a expectativa é de que a campanha apresente o plano de governo e sane a pendência, permitindo que o processo de registro tenha continuidade. Enquanto isso, a Justiça Eleitoral prossegue examinando os pedidos de registro das candidaturas apresentadas para as Eleições Gerais de 2026, etapa indispensável para que os concorrentes estejam aptos a disputar oficialmente o pleito.

Fonte: noticiastudoaqui.com



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