
A partir desta segunda-feira, 12 de janeiro de 2026, começou a valer a cobrança de pedágios na BR-364, no trecho entre Porto Velho e Vilhena — um marco que transforma a principal rodovia federal de Rondônia e impacta motoristas, transportadores e a economia regional.
Hoje, dia 12, segunda-feira, entrou oficialmente em operação a cobrança de pedágio eletrônico na BR-364, rodovia federal que corta o estado de Rondônia e liga importantes polos econômicos entre Porto Velho e Vilhena. O novo modelo utiliza o sistema free flow — de passagem livre — permitindo que os veículos transitem sem parar em cabines físicas, com a tarifa registrada automaticamente por meio de câmeras e sensores nos pórticos instalados ao longo da via.
A autorização para a cobrança foi dada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e publicada no Diário Oficial da União no fim de dezembro de 2025, abrindo caminho para o início da tarifação após anos de preparativos e obras de melhoria na infraestrutura da rodovia. São sete pontos de cobrança distribuídos entre municípios como Candeias do Jamari, Cujubim, Ariquemes, Ouro Preto do Oeste, Presidente Médici e Pimenta Bueno, com valores que variam conforme o local e o tipo de veículo.
Os valores iniciais estabelecidos para automóveis, caminhonetes e furgões vão de aproximadamente R$ 5,40 a R$ 37,00 por passagem, e usuários que tiverem TAG eletrônica instalada podem obter até 5% de desconto no valor cobrado. Motocicletas, ambulâncias e veículos oficiais devidamente cadastrados estão isentos da cobrança.
A concessionária responsável pelo trecho, Nova 364, já havia realizado investimentos superiores a R$ 360 milhões em melhorias da rodovia, incluindo pavimentação, sinalização e serviços operacionais ao longo de 2025, com o objetivo declarado de elevar os padrões de segurança e fluidez no tráfego.
A medida, no entanto, tem provocado debates e críticas públicas. Representantes de caminhoneiros e setores produtivos alertam para o impacto do aumento dos custos logísticos, que podem chegar a centenas de milhões de reais por ano, e pressionar o preço final de produtos transportados pela BR-364. Parlamentares federais de Rondônia também se manifestaram contrários ao início da cobrança, classificando a decisão como “custo adicional injusto” para moradores e produtores da região, citando a ausência de duplicação completa da via como uma das principais queixas.
Com a mudança em vigor, a BR-364 entra em uma nova fase de operação, integrando tecnologia de cobrança automática e requisitos contratuais que definem os parâmetros de uso e manutenção da rodovia, enquanto usuários e autoridades acompanham os primeiros efeitos práticos da iniciativa no cotidiano dos deslocamentos e da economia local.
Fonte: noticiastudoaqui.com