Prefeito de Candeias do Jamari e servidores prestam depoimento à Polícia Civil sobre fraudes que chegam a R$ 1 milhão



Os alvos da operação são suspeitos de participação em fraudes em licitações e execuções de contratos. De acordo com as investigações, a ação pode ter gerado prejuízo de mais de R$ 1 milhão aos cofres públicos.

 

O prefeito de Candeias do Jamari (RO), Valteir Queiroz, compareceu no Departamento de Estratégia e Inteligência da Polícia Civil de Porto Velho nesta sexta-feira (15) para prestar depoimento sobre a Operação Articulata. Valteir chegou na unidade por volta de 15h. Além dele, devem ser ouvidos ao longo da tarde pelo menos cinco servidores do Município.

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Os agentes são suspeitos de participação em fraudes em licitações e execuções de contratos, segundo a Polícia Civil. De acordo com as investigações, a ação pode ter gerado um prejuízo de mais de R$ 1 milhão aos cofres públicos.

A investigação que surgiu através de uma denúncia anônima já dura alguns meses e apurou indícios de "má utilização do dinheiro público por parte da atual gestão da prefeitura de Candeias do Jamari".

Para a imprensa, o prefeito de Candeias declarou que é importante frisar que apesar da operação ser de uma denúncia da gestão 2021, as investigações também "tem relação com processos anteriores".

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O prefeito também afirmou que a orientação é que todas as secretarias e demais repartições colaborem com a investigação e que espera que o processo não seja fruto de "denúncias infundadas" por "grupos políticos".

"Eu penso que se tivesse alguma coisa que realmente imputasse a nós, a explicidade de algum crime, nós não estaríamos aqui sendo convidados. No mínimo teríamos sido conduzidos coercitivamente", disse.

Operação Articulata

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A Polícia Civil cumpriu a fase ostensiva da Operação Articulata nesta sexta-feira (15), que investiga crimes licitatórios e suspeitas de corrupção praticados pela nova gestão da Prefeitura de Candeias do Jamari (RO). Durante a manhã foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão na prefeitura, secretarias e nas casas dos investigados.

A polícia também solicitou pedidos de afastamentos das funções de servidores e indisponibilidade de bens.

O nome da operação faz referência a articulação entre empresários, agentes políticos e agentes públicos, no sentido de direcionar esses contratos e inviabilizar a concorrência.

(G1)



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