PF deflagra operação contra trabalho análogo a escravidão em Jaru



Suspeitos tiravam a documentação de nordestinos para impedir que eles voltassem para o nordeste

 

A Polícia Federal (PF) deflagrou a operação Capataz na manhã, desta terça-feira (8), com o objetivo de desarticular associação criminosa dedicada ao aliciamento de trabalhadores da região nordeste para prestarem serviços no Estado de Rondônia e Mato Grosso.

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A Justiça Federal de Juína (MT) expediu dois mandados de busca e apreensão a serem cumpridos em de Jaru (RO), local de residência dos empregadores acusados de reterem a documentação de pessoas contratadas para trabalharem na construção civil com suposta justificativa de necessitarem para a compra de passagens de retorno das vítimas para as cidades de origem.

A investigação foi iniciada após relatos de uma vítima que conseguiu fugir às pressas do local onde era mantida pelos empregadores, sendo submetida a condições degradantes de trabalho com restrição ao direito à locomoção.

Segundo as investigações, trabalhadores teriam sido submetidos ao trabalho por meses consecutivos sem qualquer tipo de remuneração, além de não terem condições mínimas de trabalho, dormindo no chão e sem fornecimento adequado de alimentação diária.

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Os investigados poderão responder por crimes de reduzir alguém a condição análoga à escravidão, tráfico de pessoas, dentre outros, podendo a pena ultrapassar 16 anos de prisão.

O nome da operação ” CAPATAZ ” se refere ao termo utilizado para indicar o chefe de um grupo de trabalhadores, especialmente daqueles que realizam trabalhos braçais como na construção civil.

(diariodaamazonia)

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