Pastor que destruiu terreiro de umbanda em Rondônia é condenado por intolerância religiosa



Pastor apareceu em vídeo golpeando altar de terreiro de umbanda com uma Bíblia na mão

O vídeo que rodou Rondônia em dezembro agora tem desfecho na Justiça. Quem acompanhou as notícias no fim de 2025 certamente lembra das imagens: um pastor dentro de um terreiro de Umbanda, Bíblia na mão, derrubando estátuas e dizendo que o "centro espírita vai fechar". O caso foi noticiado em dezembro pelo Portal SGC, e acaba de ter uma condenação.

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Nesta sexta-feira (24), a Justiça de Rondônia julgou procedente a acusação de intolerância religiosa contra o pastor Antônio Muniz, da Igreja Mundial, em São Francisco do Guaporé. Ele foi condenado com base na Lei 7.716/89, que pune crimes de preconceito religioso, em primeira instância. Ainda cabe recurso.

Na ocasião, o terreiro liderado por Pai Alécio foi invadido e depredado. Um vídeo gravado por um celular flagrou o pastor Antônio Muniz em plena ação dentro do altar, rodeado de símbolos de umbanda. Com uma Bíblia aberta, ele teria dito: "Em nome do Senhor Jesus […] esse centro espírita vai fechar" - e então passou a golpear as imagens sagradas.

O registro teve grande repercussão na região e nas redes sociais.

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Condenação e processo cível

Além da condenação criminal do pastor, a Igreja Mundial figura como ré em ação cível na Comarca de São Francisco do Guaporé. Pai Alécio pede indenização por danos morais e materiais, sustentando que a instituição tem responsabilidade pelos atos de seu representante.

O Portal SGC tentou contato com o pastor e com a Igreja Mundial para comentar a condenação, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestações.

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