Órgãos da Justiça debatem plano de trabalho do Programa Justiça 4.0 e assinam Termo de Cooperação Técnica com o CNJ



Assinatura de Termo de Cooperação Técnica com o CNJ em março de 2022, fez do TRT-14 o tribunal piloto do Programa Justiça 4.0

 

Na terça-feira (17/5), o Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região (RO/AC) participou de reunião institucional com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Tribunal de Justiça do Estado do Acre (TJ/AC) e o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AC) para discutir os planos de ação do Programa Justiça 4.0 e da Plataforma Digital do Poder Judiciário Brasileiro (PDPJ-Br). A reunião institucional, sediada no TJ/AC, contou com a presença do vice-presidente do TRT-14, o desembargador Osmar J. Barneze; da desembargadora Waldirene Cordeiro, presidente do TJ/AC; do juiz Marcus Lívio Gomes, secretário Especial de Pesquisas e Programas Estratégicos do CNJ; do juiz Fábio Porto, magistrado-auxiliar da Presidência do CNJ e do desembargador Francisco Djalma da Silva, presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRT/AC), entre outras autoridades.

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Durante o encontro institucional foram alinhadas as ações em andamento e as metas traçadas pelo Poder Judiciário no âmbito do Projeto Justiça 4.0. Na ocasião, o vice-presidente do TRT-14, desembargador Osmar Barneze, destacou os projetos implantados pelo tribunal com o objetivo de melhorar o acesso do jurisdicionado aos serviços disponibilizados. “Como exemplo, citamos a criação do Núcleo de Atendimento e Atermação Virtual (NAAV); o Juízo 100% Digital; a Secretaria Virtual; o Projeto Raíra e o Justiça do Trabalho Presente”, afirmou. 

O vice-presidente do TRT-14 explicou, ainda, que os últimos anos trouxeram desafios inimagináveis, mas que foram catalisadores e impulsionaram uma rápida transformação do Poder Judiciário. “Esses desafios contribuíram para uma rápida transformação do Poder Judiciário, o qual não se furtou de inovar e buscar soluções para continuar cumprindo seu mister, como podemos observar das diversas ações que integram o Programa Justiça 4.0, objeto deste encontro”.

Barneze ressaltou que as inovações implantadas pela Justiça do Trabalho em RO e AC culminaram na celebração de Termo de Cooperação entre o CNJ e o TRT-14, que tornou o Regional como  tribunal piloto para o planejamento e a realização de ações no âmbito do Programa Justiça 4.0. “O TRT14 vê a tecnologia e as parcerias Institucionais como fundamentais ao exercício pleno e inclusivo da cidadania, em termos dos direitos nas relações de trabalho, bem como para tornar o sistema judiciário brasileiro mais próximo da sociedade”, afirmou.

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O secretário especial de Programas, Pesquisas e Gestão Estratégica do CNJ, Marcus Livio Gomes destacou que “nenhuma grande ideia é desenvolvida sozinha. Estamos aqui para ajudar. Essas iniciativas, todas elas surgiram onde elas são demandadas e não nos grandes centros urbanos. E nós, na verdade, copiamos essas iniciativas do povo do Acre e levamos elas para dentro do programa”, registrou.

Em seguida, Fábio Porto apresentou detalhes do Programa Justiça 4.0, a que se destina e como pode ser utilizado para melhorar a eficiência e a celeridade da prestação jurisdicional no país e os benefícios que traz à sociedade, aos cofres públicos e ao Poder Judiciário, a curto, médio e longo prazo.

A importância da capacitação do corpo funcional das áreas de Tecnologia da Informação a manusear as tecnologias empregadas no sistema Processo Judicial Eletrônico (PJe) para o desenvolvimento colaborativo da PDPJ foi reforçada pelo juiz Alexandre Libonati, também auxiliar da Presidência do CNJ.

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Os magistrados demonstraram também modelos de inteligência artificial disponíveis no sistema SINAPSE para todos os tribunais, e apresentaram o Sistema Nacional de Investigação Patrimonial e Recuperação de Ativos (Sniper), que unifica uma busca por vários bancos de dados abertos, cruzando informações entre outros.

A equipe do CNJ prosseguiu realizando levantamento de informações a representantes técnicos dos tribunais sobre o andamento do cronograma e das etapas dos respectivos planos de ação.

Na reunião, foi proposta a criação de pontos de inclusão digital, uma espécie de núcleo, direcionados a pessoas excluídas digitalmente, que funcionarão como pontos de atendimento digital compartilhados. Esses espaços serão ambientes colaborativos, compartilhados não somente com os Tribunais, mas também com o Poder Público de forma geral.

Pelo TRT-14 também participaram da reunião o secretário de Gestão Estratégica, Weslei Maycon Maltezo e o secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação, Robert Armando Rosa, que contribuíram com o debate sobre as ações executadas e as metas estabelecidas no âmbito do Programa Justiça 4.0.  

Secom/TRT14



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