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Brasileiro da equipe de Valorant fala de quebra de estereótipo de Raze

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Thiago Gutierrez, único brasileiro na equipe do game 'Valorant', falou sobre a quebra de estereótipo de Raze

 

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Muito mais do que somente a agente brasileira de "Valorant", Raze é uma grande conquista para a Riot. A personagem do novo jogo de tiro tático para PC, da empresa de "LOL", gerou polêmica antes mesmo do lançamento oficial do game, quando players do beta fechado chamaram a atenção para a força excepcional da duelista, o que levou a um novo balanceamento dela.

"A personagem, em si, foi muito bem recebida", diz Thiago Gutierrez, diretor de arte de marketing e responsável pela identidade visual do jogo nas divulgações e campanhas. "Senti um orgulho absurdo de termos uma personagem -uma das mais fortes- que está entre as mais icônicas do jogo; quase como o rosto dele. Tomou uma proporção muito grande, e se tornou uma das personagens mais interessantes, ao meu ver".

Como o único brasileiro da equipe de "Valorant", Gutierrez foi um dos principais consultores para o desenvolvimento de Raze, sendo ouvido pelas equipes de arte, narrativa e desenvolvimento. Ele explica que, inicialmente, as referências reunidas para a criação da agente não continham tanta diversidade quanto à observada no resultado final. "Meu papel foi tentar pegar referências que realmente tentassem quebrar um pouco o estereótipo que geralmente os videogames têm", afirma ele, acrescentando que joga principalmente de Raze e Jett.

"Foi uma intersecção de estilo, cultura e eSports", continua. "Procuramos referências fora dos games e do universo de fantasia; buscamos na música e na indústria fashion, para conseguir trazer uma roupagem nova, mais moderna e inovadora", diz, acrescentando que é comum ouvir pedidos de desenvolvimento de peças de roupas que os agentes usam dentro do jogo.

Já classificada pela empresa como natural de Salvador (BA), Raze fala no jogo frases icônicas como "Bora tocá um rebu" e "Massa, vou brocar", com linhas de voz que vieram de um extenso trabalho de localização, feito pela Riot Brasil.

Para ajudar na consultoria, Gutierrez procurou referências de artistas brasileiros, principalmente da Bahia, a fim de encontrar a linguagem visual e definir a personalidade de Raze. As inspirações vieram principalmente da arte de rua e músicas -a exemplo da peça publicitária feita com o grupo Baiana System, que foi convidado para participar da trilha sonora do game. Após um ano e meio de criação, ele afirma que o resultado final foi fiel aos brasileiros.Gutierrez revela ainda que o interesse por uma agente brasileira sempre existiu por parte dos desenvolvedores, especialmente por causa do valor que o mercado brasileiro tem para a Riot."O público de jogadores brasileiros é muito apaixonado por games, muito apaixonado por competição, então casou super certo com os valores do 'Valorant'. Queríamos um personagem brasileiro como parte do casting geral desde o início", confirma. "Queremos ser muito inclusivos, e que todo o tipo de jogador possa aproveitar o jogo e criar as próprias oportunidades dentro de um cenário competitivo".


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