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MAIS UMA FAKE NEWS - É mentira que vacina contra a gripe cause câncer

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O Fato ou Fake mostrou o vídeo viral para a mestre em imunologia e PhD em Biociências e Fisiopatologia Letícia Sarturi. Ela explica que a vacina não provoca nenhuma doença e além disso oferece segurança.

 

Circula pelas redes sociais um vídeo em que um homem diz que a vacina contra a gripe tem um vírus que provoca o câncer. É #FAKE.

No vídeo, o homem diz: "Nas vacinas estão colocando vírus do câncer. Fungos do câncer. Nessa vacina H1N1 está o maior causador de câncer".

Não é verdade que as vacinas contra H1N1 têm vírus que provocam o câncer. O Fato ou Fake mostrou o vídeo viral para a mestre em imunologia e PhD em Biociências e Fisiopatologia Letícia Sarturi. Ela desmente o conteúdo da mensagem falsa e explica como funciona a vacina.

"Não tem nenhum outro vírus na vacina a não ser as cepas de H1N1", afirma Sarturi. "Algumas vacinas são feitas com o vírus fracionado e outras só o vírus inteiro inativado, o que não provoca nenhuma doença. O vírus não tem capacidade nenhuma de provocar a doença", esclarece.

Sarturi explica que o nosso sistema imune precisa de partes do vírus para construir uma resposta à doença.

"Ele precisa que as proteínas do vírus estejam presentes ali junto com outras moléculas do próprio vírus para poder estimular a resposta imune. O sistema imune funciona com um estímulo dado por substâncias estranhas que entram no organismo", diz.

  • Quando entra uma vacina como a de H1N1, que tem partes do vírus de H1N1, essas partes ativam as células do sistema imune estimulando uma resposta imune justamente contra essas partes, contra essas proteínas do vírus.

  • E essa resposta imune gera uma memória imunológica, ou seja, células do sistema imune que se ativam e que respondem contra essas partes do vírus.

"Elas ficam não ativas, mas, vamos dizer assim, em um estado de latência, prontas para responder caso essas moléculas entrem no organismo de novo", explica a imunologista.

"Você vai fazer com que o seu sistema imune responda mais rapidamente e previna a infecção, diminuindo a chance de você adoecer gravemente por uma doença que pode ser grave, especialmente nos grupos mais vulneráveis. Então o que a gente estimula na vacinação é uma memória imunológica, é a geração de células de longa vida, células que se ativaram por moléculas do vírus que estavam presentes na vacina e que vão responder rapidamente, se você tiver contato com o vírus."

Letícia Sarturi afirma que não há possibilidade de ter desenvolvimento de câncer por meio da vacinação, porque o câncer é gerado por mutações e também por genes, que estão envolvidos no processo de transformação de uma célula normal em uma célula cancerosa.

"A vacina não tem nenhuma possibilidade de gerar mutação em células. Não tem nenhuma substância presente em vacinas que provoque esse tipo de mutação. Até o momento não há nenhum conhecimento de nenhuma substância presente em vacina capaz de fazer isso", explica.

Além disso, explica Sarturi, as vacinas são produzidas com uma rigorosa qualidade, com estudos rigorosos que fazem com que elas tenham uma garantia de segurança, tanto de curto prazo, quanto de longo prazo.

"Os efeitos adversos da vacina, na maior parte das vezes, são leves. E os efeitos mais graves são raríssimos. A ciência tem todo cuidado a respeito desse dessa relação causal com a vacina. Afinal nem todo o efeito acontecido após a vacinação pode ser atribuído à vacina. Basta então a gente estudar fundo para tentar atribuir ou não esse efeito e até hoje a gente não tem efeitos graves associados à vacina que impeçam o uso da vacinação", diz a professora.

Sarturi aponta ainda que as teorias da conspiração mencionadas pelo homem no vídeo, como a de que existe um propósito de extermínio em massa da população, são típicas do movimento antivacina. "A gente sabe que é um discurso que foi construído ao longo dos anos por conta desse movimento antivacina", diz.

O vídeo falso que volta a viralizar não é novo. Foi mencionado em 2019 em uma reportagem do Fantástico sobre a epidemia de desinformação sobre vacinas que afeta o país.

(G1)


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