OPINIÃO DE FRANCISCO AROLDO - Desalento e desencanto: explico | Notícias Tudo Aqui!

OPINIÃO DE FRANCISCO AROLDO - Desalento e desencanto: explico

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ColunistaAroldo Vasconcelos

Olá tudo bem com você amigo empresário, amigo trabalhador, amigo político, amigo com autoridade no setor público, concursado, nomeado, temporário ou terceirizado, enfim todos os nacionais que esse artigo possa alcançar.

Eu espero que alguns entendam essas poucas linhas escritas no dia de hoje (01.05.2024); não espero que todos entendam ou mesmo aceitem as afirmações, mas ... entendo que desde o ano de 2016 para cá e também 2018, estamos em franca transformação social, política e econômica no Brasil, e , eu, particularmente não comemoro mais o primeiro de maio como o dia do trabalhador ou o dia do trabalho; e explico o porquê.

Neste país nós não vemos a economia como um todo, uma equação que busca harmonizar os vários interesses, tentamos por disputas internas sobrepujar o outro; nós não vemos as empresas como parceiras do desenvolvimento social e econômico, mas como instância de repassar impostos ao Estado; nós não vemos o setor público e também nós não vemos os nossos representantes que ocupam cargos temporários no estado como um serviço temporariamente administrado por temporários como diz os preceitos da republica e da democracia, estamos numa espiral de demonstração de forças de dois lados extremistas que teimam em não dialogar e utilizar a CF como ela foi desenhada em 1.988.

Estamos presenciando há quase uma década uma nação com ojeriza, em qualquer nível dos seus estratos, seja Estado, Empresas ou Terceiro Setor (sociedade civil organizada) em dar as mãos e buscar responder questões (problemas sociais e econômicos e estruturais) antigas de mais de 30 anos para o povo trabalhador desta nação. Nesse esteio não vemos legislações que colaborem de fato e de maneira real com o equilíbrio das contas das famílias nacionais em mais de 30 milhões de lares.

Eu penso que estamos vendo lutas fortes entre as classes e vemos ideologias extremistas com seus partidarismos arrogantes; não vemos União nós não vemos unidade nacional em programa e projetos, parece mesmo que perdemos para nós mesmos desde 2014 ou 2016 para cá.

O Brasil, uma nação tão importante no ocidente, segunda maior economia das Américas, consegue pagar apenas, em 2.024, um salário mínimo nacional de menos de 250 dólares. As desculpas do governo e das empresas para uma real elevação do poder de compra dessas famílias continua sendo uma valsa que em breve completa 40 anos.

O que beira a ignominia, sendo que todos sabemos do Brasil ser uma nação com tantas riquezas naturais, minerais, aquíferas, verdadeiras potencias estratégicas, como exemplo o agro que realiza a segurança alimentar interna e para 100 outros países; mas apenas para vender matéria prima; sabemos da costa brasileira com tantos quilômetros de praia e um turismo maravilhoso em decadência; vemos muita divisão descendo das esferas do poder central de Brasília DF para as capitais e os municípios, traduzindo em pouco tempo em quebra de uma cultura nacional de ajuda mutua, solidariedade e comunhão. Atualmente não vemos projeto de nação e não vemos renda no bolso daqueles que trabalham dia e noite para pagar impostos elevados, taxas, tarifas, emolumentos de toda ordem, mas o povo ainda resiste, o povo ainda tem fé em ascensão social e na busca de dias melhores com salários dignos para o sustento de quatro ou cinco pessoas na sua unidade familiar.

Sabemos, e vemos e sentimos aperto no coração, enquanto que o partido dos trabalhadores e seis ou sete partidos políticos, ditos de esquerda, são na verdade associados de projetos de poder pelo poder, pois esses atores protagonistas em muito do Estado, estão no poder há mais de 20 anos e, em verdade, não observamos nenhuma melhoria significativa nas políticas públicas nacionais, inclusive de saúde, educação, segurança e de moradia; e mais ainda na política de renda para o trabalhador.

Perdoe-me sinceramente os incauto, que por miopia ou paixão exagerada por bandeiras e ideologias românticas da década de 80 e 90, pouco analisam a realidade e a evolução material dos últimos 24 anos; eu rezo para que abram seus olhos, mas ao mesmo tempo registro que 108 milhões de brasileiros, esses que formam atualmente, segundo dados do próprio governo federal, a força de trabalho nacional, e pergunto sem pretensão de piorar a ausência do diálogo : o que é mesmo que o trabalhador nacional tem a comemorar nesta data de primeiro de maio de 2024?

Espero que maio e junho sirvam para todos nós fazermos nosso raciocínio menos apaixonado sobre tudo o que está ocorrendo no Brasil desde meados do ano de 20214 para cá.

Eu desejo a Graça e a Paz, saúde, fortuna, alegria e fraternidade a todos os filhos do país e não apenas para 10 ou 12 mil famílias abastadas e privilegiadas.

Francisco Aroldo. Economista em Rondônia desde 2002.

Escritor, pesquisador, consultor.


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