Cocaína do narcotráfico movimenta bilhões de reais na Amazônia e acua o Estado que só pega 10% das drogas




A Amazônia Legal consolidou-se como um dos principais corredores do narcotráfico internacional, impulsionando uma economia ilícita que movimenta bilhões de dólares e fortalece a atuação de organizações criminosas em áreas de fronteira. Levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indica que somente a cocaína apreendida em 2024 alcançou valor estimado de US$ 700 milhões, colocando o entorpecente entre os produtos de maior valor econômico da região. Especialistas estimam, contudo, que as apreensões representem apenas cerca de 10% da droga que circula pelo território amazônico, o que elevaria o mercado clandestino para aproximadamente US$ 7 bilhões.

O estudo aponta que a vasta extensão territorial, as fronteiras com países produtores de cocaína, a malha de rios e a dificuldade de fiscalização transformaram a Amazônia em rota estratégica para o tráfico internacional. Nesse cenário, facções criminosas brasileiras ampliaram sua presença na região, disputando corredores logísticos utilizados para o transporte de drogas destinadas aos mercados nacional e internacional.

Pesquisadores e órgãos de segurança pública alertam que a expansão dessas organizações representa um dos maiores desafios para o Estado brasileiro, exigindo ações permanentes de inteligência, integração entre as forças policiais e reforço da presença estatal em áreas de fronteira. Apesar do aumento das apreensões nos últimos anos, especialistas afirmam que o volume interceptado ainda corresponde a uma pequena parcela do mercado ilegal, evidenciando a capacidade operacional das redes criminosas que atuam na região.

Além dos impactos na segurança pública, o narcotráfico também se conecta a outros crimes, como lavagem de dinheiro, garimpo ilegal, grilagem de terras e delitos ambientais, ampliando os desafios para o poder público. O avanço dessas atividades ilícitas reforça a necessidade de políticas integradas de combate ao crime organizado, controle das fronteiras e fortalecimento das instituições responsáveis pela proteção da Amazônia e da população que vive na região.

Fonte: noticiastudoaqui.com



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