Futebol de hoje: 22 milionários correndo atrás de uma bola. É o que diz o personagem principal de um filme argentino. Os salários das maiores estrelas do mais popular dos esportes neste planeta são descomunais, desproporcionais e injustificáveis. Para que essa irracionalidade continue a violentar a fixação de valores a partir do trabalho humano subsiste, outras irracionalidades se sucedem numa cadeia que leva ao delírio e à histeria.
Só assim dá para entender atitudes insensatas que associam jogadores como Cristiano Ronaldo e Neymar ao cometimento de atos como o estupro ou qualquer outra forma extravagante de demonstração do poder que possuem. Como o de Ronaldo ("o fenômeno") com um grupo de travestis.
Diga-se, a bem da verdade, que esses escândalos são generalizados no universo do entretenimento, onde celebridades vazias e fúteis demonstram que, na sociedade atual, com seus miasmas liberados pela rede mundial de computadores, há muito mais circenses do que panem.
LÚCIO FLÁVIO PINTO
Belém (PA)