A maldita novela da dívida do Beron ainda não acabou no STF



A novela do falido Banco do Estado de Rondônia, (Beron), continua. Na última quarta-feira, o Supremo Tribunal Federal deu início ao julgamento de ações de contestações impetradas pela Procuradoria Geral do Estado (PGE) à dívida apresentada pelo Banco Central. Mas ficou pela metade. A sessão foi suspensa e ainda está sem data marcada para retomar os atos e acolher os votos do colegiado.

O relator, ministro Edson Fachin, leu o parecer e o procurador fez sua arguição de defesa sob a observância do procurador geral do estado, Juracy Jorge.

A dívida do Beron à época da intervenção do Banco Central era de R$ 60 milhões. Ao final da interventoria, a dívida havia sido multiplicada por mais de 10 vezes e virou R$ 645 milhões. De lá para cá Rondônia já pagou 2 bilhões e 107 milhões de reais entre dívida principal, juros, correção monetária e emolumentos. E ainda se apresenta ao estado um saldo de dívida de R$ 2,5 bilhões.

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A multiplicação inicial da dívida de R$ 60 milhões para R$ 650 milhões se deu no período do Regime de Administração Especial Temporário (RAET), implantado entre fevereiro de 1995 e agosto de 1998.

Embora o banco já viesse sofrendo ações dilapidatórias desde o governo de Osvaldo Piana, a defesa sustenta que mais da metade da dívida teve origem em atos praticados por prepostos do Banco Central durante a intervenção ocorrida no governo Valdir Raupp.

O Banco Central diz que o estado teria acatado negócios desaconselháveis para o fluxo financeiro e para o patrimônio líquido do banco e que as prorrogações do regime de intervenção, que durou três anos, foram feitas a pedido do próprio estado. Mas isso não justifica uma dívida de R$ 4,5 bilhões para um 1,7 milhão de habitantes do estado, pessoas que não tiveram nada a ver com o problema, pagar uma conta injusta. Fruto da mais cruel agiotagem oficial. Observação: agiotagem é crime no Código Penal.

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Na verdade, dois governadores se aproveitaram do Beron: Osvaldo Piana e Valdir Raupp. Até as pedras lamacentas do Madeirão sabem que pessoas ligadas estes dois políticos, por amizade, parentesco ou conveniência, pegaram dinheiro do banco sem garantias, com garantias insuficientes ou garantias fictícias. Por quê? Porque era para não pagar. E não pagaram mesmo.

Um destes tomadores chegou a ter a filha nomeada pelo governo como liquidante da massa falida do Beron. Aí, ficou melhor ainda. Dá para entender? Todos hoje muito ricos e poderosos, arrotam suas hipócritas honestidades. Eles é que, junto com seus governadores, deveriam pagar essa conta.

Mas os órgãos de controle, Ministérios Públicos e Tribunal de Contas, e os de fiscalização como Assembleia e bancada federal, preferiram enfiar a cabeça no buraco qual avestruzes. Por conta disso, hoje os rondonienses pagam a conta. Enquanto eles gozam. Essa é a verdade.

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Perdeu quem acreditou no Beron, quem acolheu o chamado do ex-governador Jorge Teixeira de Oliveira, e comprou ações para constituir o banco. Como o editor deste noticiastudoaqui.com. que além de comprar, ainda participou de grupo de venda das ações para ajudar, a pedido do Teixeirão, criar o banco. Nunca se pagou um centavo em dividendos e nem o valor principal foi devolvido até hoje.

Está na lembrança de todos, o anúncio do recém-eleito governador Valdir Raupp, tal arauto da morte, dizendo aos quatro cantos de Rondônia, que o Beron estava quebrado. Estimulando as pessoas a retirarem seus valores do Banco. Este ato decretou a falência do banco. Não sem antes, todos parceiros se aproveitarem.

A esperança é que ao final, se faça justiça quanto ao valor, imoralmente ilegal. Que se devolva o excesso já pago pelo o expoliado povo de Rondônia. E quanto aos que deram causa, todos estão muito bem, não precisam mais nem trabalhar. Nunca saberão o que é viver com R$ 413,00 reais por mês e ainda ter de pagar conta de ladrões.

Fonte: noticiastudoaqui.com   

 

 



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