Pela 1ª vez em anos, por três dias seguidos, João Paulo II não tem nenhum doente nos corredores



 

Na última segunda-feira, 16, os corredores do tenebroso, assustador e superlotado Hospital João Paulo II, amanheceram totalmente vazios. Nem um só doente jogado ao chão.  Cena inédita e até surreal, que não se via há pelo menos uma década e meia.

A capacidade do Pronto Socorro João Paulo é de 140 leitos. Mas sempre esteve com o dobro e, às vezes, até o triplo de sua capacidade. Para isso, vem recebendo, ao longo dos anos, seguidas reformas e adaptações. 

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Gente doente, sofrendo, por vezes gritando de dor, se espalhava até pelas áreas externas, em macas que podiam ser alcançadas pelo sol e pela chuva. As cenas eram perto do horror, como naqueles filmes de hospitais de campanha em guerras violentas que marcaram a história da humanidade.

Pois, nesta segunda-feira, o João Paulo II deixou de ser uma espécie de câncer da saúde pública, para voltar a ter cara de um hospital comum, de qualidade, atendendo as pessoas de uma forma muito melhor e, certamente, com resultados muito melhores.

Os gestores da unidade de pronto-socorro criaram um sistema de rotatividade de leitos. Só fica no JP quem realmente está precisando ficar. O Estado contratou leitos particulares, mandando pelo menos 60 doentes para eles, tanto no Hospital Samar quanto no das Irmãs Marcelinas.

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Acabaram, ainda, com a infernal burocracia que não permitia a ida imediata de doente para o Hospital de Base, ficando horas e até dias, esperando transferência. Agora, se tem que ir para o HB, vai rapidamente.

Lá, no Hospital de Base, foi criado um serviço de pequenos procedimentos, que atendem justamente o que as Upas municipais não fazem. Ou seja, nesses casos, ao invés de ficar amontoados em corredores, os pacientes que não precisam de grandes procedimentos médicos são atendidos no HB e no mesmo dia vão para casa.

Há toda uma equipe trabalhando para que as coisas melhorem na saúde. A que compõem o time do SOS João Paulo é uma delas. Mas tem que se destacar o trabalho eficiente do secretário Fernando Máximo, para que as coisas melhorem na saúde do Estado. 

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Em menos de um ano a Secretaria de Estado da Saúde atendeu milhares de pessoas e acabou com enormes filas em cirurgias oftalmológicas, por exemplo, onde mais de duas mil pessoas já foram atendidas.  A estrutura do setor, está melhorando com avanços significativos.

Não se sabe quanto tempo o João Paulo II ficará sem sua histórica superlotação. Mas há que se registrar que, depois de tantos anos, seus corredores estavam limpos, brilhando, sem sequer um rondoniense jogado nos colchoes ao chão, para longas esperas de atendimento. Melhorou. Que permaneça assim.

Edição: notíciastudoaqui.com

Fonte: Sérgio Pires

 



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