Pinheiro machado
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A deficiência das obras de Infraestrutura da Capital veio à tona com as últimas chuvas que desabam sobre a cidade. Ruas e avenidas ficaram alagadas por falta de drenagem, rede de captação das águas deficiente, bueiros entupidos de lixo e da elevação do nível das águas nos córregos.
No centro da cidade, ruas como a Pinheiro Machado, José Vieira Caula, João Pedro da Rocha, Herbert Azevedo, Senador Álvaro Maia, D. Pedro II e Sete de Setembro, sobretudo nos trechos da Rua Miguel Chakian e Amazonas, a infraestrutura é insuficiente para o escoamento das águas pluviais.
E, no entorno da Rodoviária e do prédio do Juizado Especial Cível e Criminal, ‘os canais já não suportam cinco minutos de chuva forte’, informam os moradores locais.

Rua Venezuela
Situação idêntica ocorre nos canais que cortam os bairros que compõem o perímetro central da cidade, sobretudo no entorno das avenidas Nações Unidas, Sete de Setembro e ruas Almirante Barroso e Rogério Weber. As vias de acesso ao Centro Histórico da Capital, Baixa da União e Cai N’Água, são as mais afetadas pelos estragos causados pelos alagamentos e transbordo dos canais.
Na parte mais baixa da Avenida Amazonas, Rio Madeira e Rio de Janeiro, quando chove, em menos de cinco minutos calçadas, casas e pontos comerciais são invadidos pelas águas. No centro da cidade, no quadrilátero das Avenidas Carlos Gomes, Sete de Setembro, Farquar e Rogério Weber, as fortes chuvas, transbordam espalhando detritos pela área central da cidade.
“Deixa Eu Cuidar De Você”
À parte o trabalho que a Prefeitura vem realizando em vários pontos da Capital, notadamente nas Zona Sul e Zona Leste, com obras de drenagem e asfaltamento, populares e adversários do governo municipal, ressuscitaram o chavão usado prefeito Hildon Chaves na campanha eleitoral: “Porto Velho deixa eu cuidar de você”, a cada chuvarada em que as ruas ficam alagadas.

José Vieira Caúla
A realidade está demonstrando que o trabalho que vem sendo realizado para minorar o sofrimento da população a cada inverno, ainda é pouco. E que drenagem deve ter a mesma prioridade que saúde e educação. E nisso se inclui a permanente limpeza, desobstrução e fiscalização dos canais da cidade.

Setores da imprensa especulam que o prefeito Hildon teria, supostamente, ordenado ao secretário de Obras, Infraestrutura e Pavimentações (SUOP), Diego Lage, para que priorizasse as operações de recapagem asfáltica a frio, para atingir a meta pretendida de atingir 60 quilômetros de asfalto até 31 de dezembro de 2019. O que pode ter provocado o atraso nas obras de drenagem e limpeza de bueiros e canais da cidade.
Na Leste
Na Zona Leste, vários canais que cortam os bairros voltaram a transbordar devido à elevação do nível das águas. Nessa parte da cidade, o canal que corta a Avenida Amador dos Reis, a cerca três anos, vem causando afundamento nas margens da principal via comercial, o que poderá causar o desbarrancamento das laterais com as fortes chuvas que estão caindo.

Na Avenida Mamoré, um dos córregos que serpenteia pelo Bairro Tancredo Neves, ameaça invadir as casas construídas próximas as encostas. Até uma igreja evangélica está em risco na Mamoré.
O lixo ...
Uma situação bem desconfortante ao andar pela cidade é se deparar com resto de comida ou lixo espalhado pelas ruas. E isso, pode gerar inúmeros problemas para a população e meio ambiente. Além disso, os esgotos e bueiros entupidos de entulhos, podem transmitir várias doenças, principalmente com a água contaminada em contato com a pele. A exemplo de hepatite A, cólera, febre tifoide, diarreia, entre outros males como febre, vômitos e diarreias.
Os impactos dessa sujeirada vêm à tona durante as chuvas, quando chega a temporada das enchentes que castigam Porto Velho. As ruas e subterrâneo da cidade ficam repletos de lixo.

Infelizmente, na capital de Rondônia, não são poucos os locais com acúmulo de detritos jogados pelos próprios moradores nas ruas e canais que cortam a cidade.
O que se vê, na maioria das ruas, vielas e travessas, da periferia ao centro histórico da cidade, é muita sujeira que a força das águas das chuvas traz à tona. E certamente, até o fim do inverno, deve piorar.
... e o cidadão
Não é difícil constatar que a culpa da quantidade de lixo espalhados nas ruas não é só do poder público. “As pessoas têm que fazer a sua parte. Mesmo tendo uma caixa de lixo próximo de onde moram, jogam lixo nas ruas e canais que cortam a cidade” aponta um morador da Zona Leste.
Outro reagiu confirmando e informando: “até os cestos de lixo que a Prefeitura instalou semana passada, já estão quebrando, destruindo! O nosso povo, a nossa gente, nós mesmos, ainda somos muito mal-educados”, constatou ao final.
É por isso que em toda parte da cidade se ver descarte de lixo, eletrodomésticos (sacos plásticos, garrafas Pets, geladeira velha, colchões, armação de cama e fogões velhos), além de troncos de árvores, restos de material de construção, lançados diretamente, nos córregos e nas redes de esgotos. O grande volume das chuvas arrasta esses lixos e entulhos em todas as direções, formando grandes ‘piscinões’ pela cidade.
E ainda tem as galerias fora dos padrões, aumentando o número de calçadas e casas alagadas, por conta do transbordamento dos canais entupidos.
- Apesar da coleta de lixo ser regular aqui no canal, quando chove, corre bastante lixo de outros lugares para dentro do canal. O maior problema é quando chove muito, porque fica muito lixo e causa mau cheiro, explicou o morador.
E concluiu:

- O entupimento de bueiros está relacionado a um fator simples: você. É o morador da cidade, principal responsável por essa parcela na conta das enchentes. Você foi quem deixou seu rastro de lixo.
Ecoparque
Uma iniciativa que merece destaque, mas que lamentavelmente, parece que foi abandonada, foi a construção dos ecoparques. Dois foram implantados e outros dois prometidos e anunciados, no Bairro 3 Maria e no Bairro Ceará, não saíram do papel.
No Mocambo, um dos mais tradicionais bairros da cidade, a Prefeitura iniciou a revitalização de parte do único canal que deságua no Rio Madeira. No local, vem sendo construído um Ecoparque com quadra de esporte, área de espetáculos (shows) e ambientes destinados à sociabilização dos moradores. Porém, as obras foram paralisadas pela Prefeitura.

Ecoparque Pirarucu, na Rua Campos Sales, Bairro Areal
Este projeto objetiva revitalizar áreas degradadas pelo mato, lama e lixo. E servir como modelo de área de lazer, cultura e recreação. Meio de educar o povo para preservar o meio ambiente e estimular práticas saudáveis de vida em comunidade. O Ecoparque é um projeto que deve ter melhor atenção.
Fonte: noticiastudoaqui.com
Com informações do: Homem do Tempo, Xico Nery e Correio de Noticias
