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O governo municipal de Porto Velho está realizando, através da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Semagric), liderada pelo o ex-deputado federal Luiz Cláudio, vários programas de revitalização da economia no setor rural, resgatando a autoestima do produtor e a confiança da agricultura familiar, em produzir em terras antes desprezadas e tidas como improdutivas.

Durante décadas, as terras rurais de Porto Velho foram vistas com certo desprezo, até mesmo pelos governos do município e do estado, que não fomentavam o desenvolvimento por que o solo não eram bom. Mas isso, agora, mudou.
Hoje o maior município de Rondônia, acolhe várias iniciativas do agronegócio que estão indo muito bem. A pecuária, a soja, o café, o cacau, a mandioca, o peixe e os produtos nativos, têm lugar e espaço garantido. Além dos produtos hortifrutigranjeiros que chegam diariamente nos mercados e feiras da Capital.
Esta diversidade apoiada pelas ações do executivo municipal através da Semagric e pelo governo estadual através da Emater, estão ocupando e transformando as terras antes tidas como ruins, em celeiro de produção diversificada de alimentos. E promovendo uma revolução silenciosa na integração do setor rural de Porto Velho com a forte economia do estado de Rondônia.
Fécula e farinha
Um dos projetos que o prefeito Hildon Chaves estimula é o de plantio de mandiocais. Matéria prima para a produção de fécula e de farinhas branca e d´água, tão ao gosto do povo brasileiro e, especialmente, da gente amazônica.

Segundo o chefe da coordenadoria técnica da Semagric, engenheiro agrônomo Luiz Carlos Meneses, o projeto de produção de mandioca está sendo revitalizado em solo mecanizado, corrigido com calcário e com mudas selecionadas.

- O secretário Luiz Cláudio objetiva estimular e obter uma produção que atraia as indústrias da fécula, o popular polvilho de mandioca que serve de base para uma variedade de alimentos industriais e caseiros, explicou Meneses.
E completa:
- A fécula serve para um monte de coisas como engrossar caldos e molhos, fornecer crocância a carnes e peixes empanados e ser base para bolos, biscoitos, pães e tortas. Vale lembrar que a famosa tapioca é um alimento feito a partir do polvilho da mandioca.
E acentua:

- Hoje nós importamos esse produto do Sul e Sudeste do país. Toda a Região Norte precisa importar fécula de mandioca, uma raiz tão popular entre nós e tão adaptada ao clima amazônico. Então, vamos inverter esse jogo em favor dos produtores e da agricultura familiar de Rondônia, especialmente, de Porto Velho.
O técnico explica que o governo municipal está dando especial atenção às agroindústrias tradicionais de farinha. O objetivo é melhorar a infraestrutura do produtor para a confecção da farinha.

- Tem algumas que são bem precárias e ainda utilizam meios primitivos de fazer a ‘farinhada’, como eles chamam.
Para melhorar esses ambientes, a Semagric está fazendo levantamento quantitativo e qualitativo das agroindústrias produtoras de farinha no município. E, a partir daí, pretende iniciar a qualificação da mão-de-obra para obter um produto final com melhor qualidade. Agregando valor e lucro.

Luiz Carlos lembra que as agroindústrias que foram dadas em compensação, pelas usinas hidrelétricas, estão abandonadas, enferrujando, sem uso por falta de um programa de assistência e apoio a esses produtores. Agora, talvez seja possível resgatar esses equipamentos.
Área plantada
O programa de revitalização da cultura da mandioca já passa de 2.800 hectares plantados em menos de dois anos. Somando com as áreas tradicionais, Porto Velho ultrapassa a 4 mil hectares de mandiocais.
O governo pretende avançar, esse ano, na seleção e produção de ‘manivas’ para ampliar a área plantada com mandiocas de qualidade.

Luiz Carlos explica que a Emater vem fazendo a parte de assistência técnica, mesmo enfrentando algumas dificuldades.
Lembrou que ‘esses’ dias o vice-governador de Rondônia, José Jordan, visitou o interior do município e assegurou, aos produtores de Porto Velho, a assistência da autarquia de extensão rural na transformação de terras ‘improdutivas’ em solos geradores de riqueza e renda.
E encerrou:

- O prefeito Hildon Chaves, o secretário Luiz Cláudio e nós, técnicos da Semagric, estamos empenhados em mudar a fama de que as terras de Porto Velho ‘não prestam’. Isso é coisa do passado, quando havia fartura de terra e o colono podia até escolher.
- As terras daqui também são boas, produtivas, e o que estamos fazendo e vendo, pela a iniciativa de muita gente que acreditou, prova que aqui é, agora, o novo celeiro de Rondônia.
Fonte: notíciastudoaqui.com
