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- Quem vai assinar? Perguntou a servidora do INSS de Rondônia à contribuinte Cleomar, uma mulher especial que não possui as duas mãos e nem as duas pernas.
- Você assina? Repetiu a pergunta.
- Eu não posso assinar. Veja! Não tenho mãos. Mas minha filha ou minha mãe pode assinar por mim.
A servidora olhou com desprezo para Cleomar e, arrogantemente, sentenciou:
- Ah, então não vale! Rasurou o papel, amassou e jogou fora. “O próximo!”
Foi a terceira vez que Cleomar procurou o INSS em busca do auxílio social do governo federal. E mais uma vez foi deixada de lado pela insensibilidade e arrogância de velhos servidores públicos que trabalham como quem estão fazendo um favor ao público.
E, por isso, Cleomar não conseguiu dar continuidade ao pedido do benefício social a que tem direito na Previdência Social.
Passo atrás
Agora, após o caso ganhar repercussão ao ser exposto por uma rede de televisão do estado, o representante do INSS diz que Cleomar poderá procurar o órgão novamente e será atendida.
Mas antes, ela já havia procurado a instituição previdenciária por duas vezes. E, sob a argumentação insensível de que ela não se enquadrava na norma da renda mínima, lhe negaram o benefício. E, na segunda vez, tornaram a negar, sob a alegação dela não atender ao pedido de carência.
Combate à estupidez
Duas atitudes cabe agora à Superintendência do INSS de Rondônia: atender com dignidade e pedido de desculpas à cidadã Cleomar e à sociedade ofendida através dela. E abrir processo administrativo apuratório da conduta indigna que compromete a imagem do órgão e dos servidores que trabalham com respeito ao público.
Se não tomar essas medidas, sinaliza que compactua com elas e estimula a prática aética, imoral e ofensiva.
Fonte: notíciastudoaqui.com
Com informações da Rede Amazônica de Televisão
