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A Zona Leste poderá ter, ainda esse ano, a sua própria Feira Livre. A informação é do chefe da Coordenação Técnica da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento da Prefeitura Municipal de Porto Velho, engenheiro agrônomo Luiz Carlos Meneses. Segundo ele o assunto vem sendo tratado com o prefeito Hildon Chaves que tem se mostrado sensível ao projeto.
Na verdade, uma experiência piloto vem sendo executada, há algum tempo, e com algumas interrupções, pela Semagric. Mas agora, a inciativa pegou de vez.
Toda sexta-feira, a partir das 16 horas até às 21hs, a área de estacionamento em frente da Semagric, na Rua Mário Andreazza, 8072, Bairro JK II, na Zona Leste, é tomada por produtores rurais, que vêm diretamente das roças, com grande variedade de produtos frescos, garantindo a qualidade e agradando, cada vez mais, aos consumidores.

- Vale destacar que as mercadorias expostas aqui, pelos produtores que recebemos, além de não ter a figura do atravessador, são produtos orgânicos. A maioria absoluta, não contém nenhum tipo de agrotóxicos, são todos naturais. Essa é uma das razões do sucesso da iniciativa, esclarece Luiz Carlos.
Inicialmente eram cerca de 20 expositores vendendo suas produções. Mas a frequência e a procura dos consumidores vem aumentando a casa semana. E, agora, já são 40 produtores rurais oriundos da agricultura familiar. E só não tem mais por falta de espaço. Mas tem muita gente na fila, aguardando uma oportunidade.

Essa movimentação caiu na simpatia do público que lota a área desde o início da tarde até à noite. A rua fica completamente congestionada e, em alguns momentos, intransitável, tal o movimento de expositores, vendedores, ambulantes e consumidores que levam tudo para casa.
A Feira Livre
Diante desse resultado de sucesso, Luiz Carlos diz que, agora, não tem outro caminho senão criar a Feira Livre da Zona Leste. E a área que vem sendo analisada para acolher a inciativa é a do entorno da Praça Ceu, por trás da Igreja de São Thiago e Santuário de Nossa Senhora Aparecida.
A pretensão do local ainda carece da aprovação do prefeito Hildon Chaves. Mas o chefe da coordenadoria técnica diz que onde está hoje, a feira inicial das sextas-feiras, não tem mais condições de permanecer dado o tamanho da demanda reprimida. Tanto de produtores querendo participar quanto de consumidores em busca de produtos de qualidade.

É preciso lembrar que a Zona Leste concentra a metade da população de Porto Velho. E que é obrigada a se deslocar para a feira da Rua Venezuela e paralelas, entre a Avenida Amazonas e a Rua Raimundo Cantuária, no Bairro Agenor de Carvalho, aos sábados pela manhã.
Ou então, no Domingo, também de manhã, na Feira do Cai N’água, no centro da cidade. Todas duas opções ficam distantes e fora do alcance de quem não tem veículo próprio. Dos mais pobres, que mais precisam. Como os moradores do condomínios Orgulho do Madeira e do Cristal da Calama, por exemplo. Só estes dois somam cerca de 30 mil habitantes.

Fonte: noticiastudoaqui.com
