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Na segunda-feira, 17, a Câmara de Vereadores de Rolim de Moura, atendendo a um pedido da Associação Comercial a ACIRMI, aprovou a Lei nº 3.689/2020 revogando os feriados dos dias de Carnaval, Corpus Christ e Sexta-Feira Santa, os feriados eram regidos pela Lei nº 1.990/2011.
O objetivo da revogação da lei segundo a ACIRMI era exclusivamente, para que as empresas de Rolim de Moura pudessem exercer suas funções sem precisar arcar com despesas de horas extras, sindicato e alvará especial. Porém o prejuízo iria ser somente ao bolso dos funcionários que iriam ser obrigados a trabalhar sem receber as Horas Extras, ou seja, seria como se fosse um dia útil qualquer.
Os vereadores que votaram a favor da revogação da lei, foram, Leonel Pereira da Cruz, Laudeci Pereira de Menezes, Aldair Júlio Pereira, Francisco Venturini e Alisson Vinicius Lorencetti Ferreira. Apenas o vereador Renato Cesar Morari votou contrário a revogação, e ao lado dos trabalhadores. O Vereador Uender Arpine Nogueira não esteve presente na sessão devido a sua agenda em Brasília.
Após a sessão de segunda-feira, 17, os vereadores que votaram a favor da revogação da lei, foram achincalhados, xingados e humilhados em rede social, devido a revogação da lei que favorecia apenas a classe empresarial. A revolta foi de toda a população rolimourense, onde os vereadores acabaram decidindo após uma reunião no gabinete do Vereador Dr. Lauro, realizar uma sessão extraordinária e reverter a lei, e ceder à pressão popular.
Ainda na sexta-feira, 21, o Vereador Uender Nogueira, oficializou o prefeito Luizão Ademir Schock para que a lei de revogação não entrasse em vigor nos próximos seis meses e ou prazo maior. Uender pedia ainda que fosse consultado a população, pois havia alterações nas datas respectivas citadas acima que influenciaria na vida de diversas pessoas e na vida dos cristões rolimourense.
Durante a sessão extraordinária desta segunda-feira, 24, com a falta apenas do vereador Uender Nogueira, o projeto nº 3.701/2020 foi aprovado por 07 votos.
A polêmica maior houve durante uma transmissão ao vivo da sessão pelas redes sociais, o vereador Uender Nogueira do PSL justificando sua ausência, escreveu, “Vagabundo Lauro é um Mentiroso nunca me oficializou sobre isso me fez uma ligação e disse que havia uma reunião e não teve nem coragem de me falar sobre qual assunto essa ação foi um pedido meu na sex…” disse na mensagem em público.
Mais tarde, Uender gravou um vídeo e posto em sua rede social explicando, segundo ele o Presidente Lauro apenas ligou no sábado dizendo que havia uma reunião na segunda-feira, que seria hoje, e não disse qual seria o assunto, porém após a reunião houve a sessão extraordinária e Uender e consequentemente a ausência de Uender Nogueira.
No mesmo vídeo, Uender Nogueira diz que o ato de votação da lei contra os trabalhadores foi um “ato de covardia” encabeçada pelo próprio presidente (Dr. Lauro) que “botou” o projeto debaixo do braço e saiu de gabinete em gabinete pedindo o voto de todos os vereadores a favor do projeto que atingiria exclusivamente os trabalhadores e beneficiava alguns empresários da cidade.
Uender também um ato de “perseguição, pois segundo ele, o presidente não os convocou para a sessão extraordinária, pois o mesmo na sexta-feira, 21, o mesmo pediu via oficio ao Prefeito que não fizesse valer a lei criada pela câmara e desse vez a quem realmente lutou por isso (manter os feriados).
Não se sabe ainda se o ato de Uender Nogueira poderá ou não virar caso de quebra de decoro parlamentar. A assessoria da câmara não se pronunciou ainda sobre as ofensas de Uender contra o presidente Dr. Lauro.

Fonte: Planeta Folha
