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A sociedade rondoniense ver com simpatia, o permanente discurso de combate à corrupção, de corte e controle de despesas, de economia do dinheiro público e de harmonia entre os poderes do governador, Coronel Marcos Rocha. Estas condutas e ações merecem, de fato, o reconhecimento público, na medida em que forem saindo do mero discurso para o mundo prático das gestões, como parece está ocorrendo.
Mas, com maior interesse, os rondonienses esperam que o chefe do executivo estadual imprima um programa de ações, com clareza do que vai fazer, como fará e quando começará a fazer. E isto, com a maior celeridade e assertividade. Afinal, já se foram quase 15 meses de um mandato de 48 meses. E pouco ou quase nada, se tem para comemorar.
E pelo o que tudo indica, o gestor atual não é municipalista. Os programas que antes o governo vinha realizando em apoio aos municípios, a exemplo do ‘Asfalto Bom’ que levou pavimentação para as cidades sedes e até distrito dos municípios; a ajuda do Departamento de Estrada de Rodagem na recuperação das estradas vicinais; e o programa ‘Título Já’ regularizando as propriedades urbanas dos 52 municípios de Rondônia ou estão parados, desativados ou foram extintos.
O pior é que não se percebe a intenção de criar programas ou projetos para substituir aqueles ou criando algo novo que possa surpreender, positivamente, os rondonienses. O que temos, até agora, são os anúncios de construir o hospital de Urgência e Emergência Heuro, que conta com dinheiro da Assembleia Legislativa e do Tribunal de Contas, mas não tem ainda o terreno para edifica-lo; a construção de um Centro de Convenção, já com ordem de serviço expedido; e a contratação de empresas para recuperar as rodovias estaduais, quando o verão chegar.
De resto, pelo menos publicamente, a percepção que se passa é um quadro de indefinições. Os hospitais regionais de Ariquemes e Guajará Mirim, estão à espera; os teatros de Ariquemes e o Palácio das Artes, quando abrirão as portas? O Restaurante Popular, da Zona Leste da Capital, ainda retornará para mitigar a fome dos que menos têm?
E os barcos da saúde, que cuidam dos povos ribeirinhos do Rio Madeira, continuarão sua jornada salvadora de vidas? Parece que fizeram somente uma única viagem esse ano. Ao interromper ou parar estas atividades, o governo deixa para trás centenas ou milhares de pessoas com tratamentos interrompidos, gestantes e paridas sem assistência, crianças, bebês e velhos desassistidos.
Registre se ainda, que essa população das margens do rio, perderam os barcos que, toda semana, trazia os pequenos produtores para comercializar seus produtos em Porto Velho.
Transportava também, os doentes com consultas, exames ou cirurgias agendadas e os levava de volta. O governo não renovou o contrato de locação destas embarcações e desmobilizou uma equipe de profissionais experientes. Essa gente, agora abandonada, está sofrendo enormes dificuldades para sobreviver.
Além de obras estruturantes de que necessita o estado, a omissão governamental está gerando um volumoso passivo social, que se refletirá no crescimento da pobreza extrema e na ampliação dos vivem na linha da miséria num estado tão rico como Rondônia. Estes, segundo o IBGE em 2014, já eram 300 mil pessoas no estado.
Quando maio chegar, em 45 dias, veremos se o governo rompe a inércia, que parece aprisioná-lo. Testemunharemos o estado recuperando sua malha viária, portos, aeroportos e hidrovias, contando com o apoio da bancada federal, da Assembleia e do governo federal, ou seremos testemunhas do início do fim, precoce, do governo.
Entretanto, o governador Rocha e sua equipe ainda tem tempo e tudo a favor, para mudar esse quadro de desânimo do eleitorado e dos cidadãos de Rondônia e realizar uma gestão produtiva e progressista, que é tudo o que todos queremos.
Fonte: notíciastudoaqui.com
