A obra das cabeceiras ‘esquecidas’, entra em fase de conclusão



 

Finalmente, na última quinta-feira, 12, teve início o asfaltamento de 900 metros da cabeceira esquerda da ponte do Abunã, sobre o Rio Madeira, na BR-364, dando acesso ao Estado do Acre e às rodovias que levam aos países fronteiriços com o Brasil, como Bolívia e Perú.

A expectativa é que o Consórcio Arteleste, contratada pelo Denit, faça também, o asfaltamento da pista sobre a ponte do Abunã, numa extensão que passou de 1.084 metros para 1.520 metros. Isso, em função haver sido autorizada a ampliação da ponte em mais 440 metros. Uma obra que era para ter sido inaugurada no meio do ano passado.

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Contudo, lembremos, ainda falta realizar o aterramento e asfaltamento da cabeceira direita da ponte, uma extensão com cerca de 2.700 metros, sobre um terreno pantanoso. Só após estas obras, e a execução da sinalização, que se espera sejam concluídas ainda este ano, se falará em inauguração.

O ‘esquecimento’ do Denit

As obras de construção da ponte do Abunã, começou em 2014, com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento, no Governo Dilma Russef, para interligar o Acre ao resto do país e, ao mesmo tempo, dá acesso aos países vizinhos interligando a BR-364 à Rodovia Transcontinental, em direção ao Oceano Pacífico.

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A obra era para ser inaugurada em 2018. Mas o Denit não observou que, no projeto, as cabeceiras foram ‘esquecidas’. E assim permaneceu até a conclusão da ponte. Só então, o órgão sentiu falta de alguma coisa: eram as cabeceiras.

Diante da constatação, não havia como inaugurar a obra cuja data estava marcada e agendada para o então presidente da República, Michel Temer, cortar a fita e fazer o discurso. Dilma chegou a achar que faria isso.

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E o pior: não havia dinheiro nem previsão orçamentária para realizar o serviço. Chegou-se a anunciar que tudo seria feito e que no meio de 2019, a ponte, finalmente, seria entregue à sociedade.

Mais, diante da dificuldade de desatar o próprio nó, O Denit remarcou para o final de 2020. Pode ser que no próximo verão, tudo se resolva e a velha balsa seja, por fim, levada para outros recantos esquecidos do Brasil. E a ponte do Abunã receba o presidente Jair Bolsonaro para, por fim, entrega-la ao povo. O terceiro governante do país, desde o início da obra.  

Fonte: noticiastudoqui.com

Com informações do extrema24horas.com



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