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Brasil inicia a semana com 4.579 casos confirmados e 159 mortes. E o Mundo passando de 737 mil contaminados e 35 mil mortos por coronavírus.
Mas Rondônia está completando uma semana, conta somente com 1 óbito e 8 casos de coronavírus. Entretanto, apesar do baixo de perda e de doentes, o Conselho Regional de Medicina do Estado de Rondônia (Cremero), alerta que poderemos ter 500 mil casos.
Até aqui, a imprensa vem dando destaque para o número de mortos e doentes no Brasil e no mundo. Os grandes veículos de comunicação fazem o jornalismo do desastre e do caos. Passam para a sociedade, o medo, o terror e a certeza de que o coronavírus é uma condenação de morte certa e sem saída.
Dividida entre a direita e a esquerda, a imprensa brasileira vem pautando suas redações para a produção de matérias que atendam seus interesses políticos. A imparcialidade e a ética da boa informação, estão sendo descaradamente precarizadas.
Coronavirus não é sentença de morte
Talvez por isso, pouco se fala que mais das 150 mil pessoas, de todas as idades em todos os países, inclusive o Brasil, enfrentaram a ‘condenação’ e saíram curadas. Todo dia, muitos retomam suas vidas e retornam para suas casas. Embora ainda não exista vacina, o coronavírus não é uma sentença de morte.
Estamos vivendo a mesma expectativa de evolução dos países europeus, submetidos às mesmas regras de contenção social e de quarentena que eles. Estamos presos dentro de casa. Embora a economia e os empregos estejam derretendo.
Entretanto, a situação do Brasil como um país continental, guarda diferenças significativas com os países europeus e os Estados Unidos.
Embora tenhamos cidades com densidade demográfica semelhante a Nova Yorque, Milão ou Madri, como é o caso de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, temos um vazio geográfico que eles não têm e que nos ajuda.
A densidade demográfica europeia é das mais altas do mundo. A Itália, por exemplo, tem mais de 200 habitantes por km², enquanto os Estados Unidos têm 34. E o Brasil, somente 24 almas no mesmo espaço.
A população amazônica do Norte, submissa às mesmas medidas, tem ainda, uma barreira natural que favorece seus habitantes, dificultando o crescimento dos índices de contaminação. É a pequena ocupação espacial. Segundo o IBGE, é de somente 4,5 habitantes por km², na área geográfica dos 7 estados da Região.
Em Rondônia a concentração espacial de pessoas é uma das menores do País: 6,5 habitantes por km². Roraima é o estado que detém o menor número de habitantes por km²: 2 pessoas.
Talvez, este fato, não tenha sido considerado pelo Conselho Regional de Medicina de Rondônia (Cremero), quando anunciou a possibilidade de chegarmos a 500 mil casos positivos e incontáveis cadáveres. Até porque, com os mesmos prejuízos de todos em todos os estados, Rondônia está cumprindo com as mesmas regras de contenção de expansão da doença imposta a todos.
É possível que a geografia humana de Rondônia, favoreça uma abertura maior nas atividades econômicas que diversos setores do estado estão reclamando. Talvez, aqui, se possa equilibrar melhor a equação de salvar vida e a de garantir que não se quebre a paz social pela necessidade de comer para não morrer.
Fonte: noticiastudoaqui.com
