Estudo mostra que mais de 80% da água potável se perde antes de chegar nas casas dos moradores de Porto Velho.
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Porto Velho apresenta o pior índice de perdas na distribuição de água entre as 100 maiores cidades do país. Um estudo feito pelo Instituto Trata Brasil aponta que 83,88% de toda água potável captada não chega às residências dos portovelhenses.
O desperdício acontece quando a água tratada se perde antes mesmo de chegar às torneiras. Tubulações antigas e furtos são parte do problema.
A tabela abaixo mostra as maiores perdas entre os grandes municípios brasileiros:
Perdas de água
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Município |
UF |
Índice de perdas na distribuição (%) |
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Recife |
PE |
57,92 |
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Rio Branco |
AC |
58,26 |
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Cuiabá |
MT |
59,38 |
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Cariacica |
ES |
60,10 |
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Paulista |
PE |
60,11 |
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Boa Vista |
RR |
62,65 |
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São Luís |
MA |
63,78 |
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Manaus |
AM |
72,08 |
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Macapá |
AP |
74,12 |
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Porto Velho |
RO |
83,88 |
Fonte: SNIS 2019
Em dados gerais, no Brasil quase 40% de toda água potável captada não chega de forma oficial às residências do país, o que representa um volume equivalente a 7,5 mil piscinas olímpicas de água tratada desperdiçadas diariamente.
A pesquisa do Instituto Trata Brasil foi feita a partir de dados públicos do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) analisando o ano de 2019.
Segundo o instituto, quando as empresas operadoras de água e esgotos não "atacam o problema", elas precisam buscar mais água na natureza, não para atender mais pessoas, mas para compensar a ineficiência. Cenário que piora durante o período de pandemia e poucas chuvas.
Entre as soluções apontadas para diminuir o problema da perda de água no Brasil estão:
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maior eficiência dos sistemas de saneamento,
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combate mais efetivo aos furtos de água
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investimento em materiais de qualidade, garantindo menos vazamentos
(G1)
