PGR se manifesta contra novo pedido de prisão domiciliar para Bolsonaro



A Procuradoria-Geral da República (PGR) deu parecer contrário, nesta sexta-feira, 20, ao mais recente pedido de transferência à prisão domiciliar feito pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre regime fechado na Papudinha, em Brasília (DF).

No dia 11 de fevereiro, os advogados Celso Sanchez Vilardi, Paulo Amador da Cunha Bueno e Daniel Bettamio Tesser afirmaram que o ex-presidente apresenta um 'quadro de doenças crônicas múltiplas, sequelas cirúrgicas relevantes e alterações funcionais', que, segundo a defesa, justificariam a concessão do benefício.

Continua após a publicidade.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, então, um parecer da PGR sobre o pedido. No documento, remetido nesta sexta-feira, o PGR Paulo Gonet citou laudo médico elaborado pela Polícia Federal para embasar o parecer contrário ao pedido.

"O laudo foi categórico ao concluir que as comorbidades apresentadas não demandam assistência em nível hospitalar, assegurando a viabilidade do tratamento no atual local de detenção", justificou Gonet.

Para ele, o agente responsável pela perícia foi claro ao apontar que as doenças crônicas de Bolsonaro estão 'sob controle clínico e medicamentoso': "Concluindo pela inexistência de necessidade premente de transferência para cuidados em nível hospitalar".

Continua após a publicidade.

Na conclusão, Gonet aponta que as circunstâncias que mantém Bolsonaro em regime fechado não sofreram 'alteração substancial', destacando que a Papudinha, como é conhecido o 19º Batalhão de Polícia Militar do DF, possui assistência médica 24 horas e unidade avançada do SAMU.

O PGR destacou, por fim, que o benefício da prisão domiciliar serve apenas aos casos em que 'o tratamento médico indispensável não possa ser ofertado na unidade de custódia', o que ele não identificou no caso de Jair Bolsonaro.

(terra)

Continua após a publicidade.


Noticias da Semana

Veja +