Semana do Repórter reforça papel da apuração e da transparência



"O repórter é responsável por apurar, checar e contextualizar informações de utilidade e interesse público” (Foto: Arquivo I Secom ALE/RO)

O Dia do Repórter, comemorado dia 16 de fevereiro, foi lembrado ao longo desta semana como um momento de reflexão sobre o papel do jornalismo na sociedade. Ao homenagear a categoria, a data evidencia o trabalho do profissional, que é responsável por apurar, checar e contextualizar informações de utilidade e interesse público, em um momento marcado pelo alto volume de informações que circulam diariamente em diversos meios de comunicação.

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Equipe da Secom em entrevista durante cursos oferecidos pela Escola do Legislativo(Foto: Arquivo I Secom ALE/RO)

Da imprensa escrita às plataformas digitais

Apesar de hoje atuar sempre atrelado ao digital, a profissão de repórter no Brasil remonta ao século XIX, com a circulação dos primeiros jornais impressos no período imperial. Naquele contexto, a atividade estava ligada principalmente à imprensa escrita, com produção artesanal e distribuição restrita. Ainda assim, já exercia papel central na mediação entre acontecimentos políticos, decisões públicas e a população.

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A Actualidade, jornal político, literário e noticioso – Rio de Janeiro, 10 de maio de 1862 (Foto: Arquivo Nacional do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos)

Com o avanço do século XX, o surgimento do rádio ampliou o alcance da informação e aproximou o repórter do imediatismo. A televisão, por sua vez, incorporou a imagem à narrativa jornalística e consolidou a presença do profissional nas ruas, diante das câmeras e em transmissões ao vivo.

Nas últimas décadas, a internet e as plataformas digitais transformaram novamente a rotina das redações. O ciclo de produção encurtou, a circulação das notícias tornou-se instantânea e o público passou a interagir diretamente com os conteúdos. Se antes a produção estava concentrada no fechamento de edições impressas ou telejornais, hoje transmissões em tempo real e atualizações contínuas fazem parte do cotidiano.

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Servidores da Secom atuando em reportagens especiais produzidas para os canais de comunicação da Casa (Foto: Prisicla Melgar I Secom ALE/RO)

Desafios e transformações na rotina profissional

Apesar dessas transformações tecnológicas, a essência da atividade permanece centrada na apuração rigorosa, na checagem das informações e na responsabilidade com o que é divulgado.

Andressa Vassilakis realizando reportagem no Duelo na Fronteira, em Guajará-Mirim (Foto: Arquivo pessoal)

Recém-formada e em seu primeiro emprego como repórter de televisão, Andressa Vassilakis afirmou que estar em campo é parte fundamental da profissão. “Estar em campo é a forma mais pura de exercer o jornalismo, porque é ali que a gente se aproxima da realidade e entende o que realmente importa para o público”, disse.

Ela destacou que a rotina intensa e a pressão por qualidade fazem parte do dia a dia da reportagem. Também apontou a necessidade de maior valorização profissional diante da responsabilidade social atribuída ao jornalismo.

Os repórteres contribuem para o fortalecimento da democracia (Foto: Arquivo I ALE/RO)

Com trajetória consolidada na imprensa e experiência como repórter em diferentes redações, Ivanete Damasceno ressaltou que a profissão se renova diariamente. Atualmente, jornalista na Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Assembleia Legislativa de Rondônia, ela explicou que o repórter exerce papel de filtro em meio ao excesso de informações.

Repórteres da Secom em entrevista a produtores rurais (Foto: Arquivo I Secom ALE/RO)

“Ser repórter é contextualizar e traduzir os fatos para o público de forma clara e ética”, afirmou.

As duas jornalistas destacaram que a tecnologia ampliou as possibilidades de produção e transmissão de conteúdo, mas não substitui a verificação dos fatos. Andressa afirmou que as ferramentas digitais auxiliam na organização e na análise de dados, enquanto Ivanete pontuou que “a tecnologia entrega dados, não fatos apurados”, reforçando que a checagem permanece como atribuição essencial do profissional.

As jornalistas Eliete Marques e Eláine Maia, além do cinegrafista Ednei Carvalho, da Secom, em entrevista com o deputado estadual Delegado Lucas (PP), durante cursos do legislativo em Buritis (Foto: Priscila Melgar I Secom ALE/RO)

No combate à desinformação, ambas enfatizaram que a escuta responsável, a confirmação das fontes e a transparência no processo de apuração são pilares do jornalismo profissional.

Transparência e comunicação pública

Na Assembleia Legislativa de Rondônia, o trabalho desenvolvido pela Secretaria de Comunicação Social também integra o compromisso com a transparência das ações do Parlamento. Repórteres e assessores acompanham sessões plenárias, audiências públicas e atividades legislativas, garantindo que a população tenha acesso a informações claras sobre decisões que impactam o estado.

Produtor rural concede entrevista à jornalista Eliete Marques, na série "O agro em boas mãos" (Foto: Priscila Melgar I Secom ALE/RO)

O conteúdo pode ser acessado no site oficial da Casa de Leis e no canal da TV Alero no YouTube, onde estão disponíveis reportagens especiais, documentários, podcasts e coberturas institucionais.

Servidores da Secom em atividade (Foto: Priscila Melgar I Secom ALE/RO)

Entre as produções já realizadas estão reportagens sobre investimentos no setor produtivo, como a destinação de equipamentos para associações rurais em Alta Floresta d’Oeste; os documentários ambientais que abordaram o cenário do Vale do Guaporé e a preservação de tartarugas de água doce; além da cobertura de audiências públicas que discutiram os desafios da cadeia produtiva do leite em Rondônia.

No portal institucional, séries especiais e reportagens históricas também retratam temas de relevância social e cultural, como a celebração dos 100 anos da Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Guajará-Mirim.

Equipe da Secom da Assembleia entrevistando o deputado Pedro Fernandes (PSD) na realização do Projeto Acelero Enem (Foto: Priscila Melgar I Secom ALE/RO)

Assim como na imprensa tradicional, a atuação da comunicação institucional está fundamentada na apuração, na checagem das informações e na responsabilidade com o conteúdo divulgado, contribuindo para ampliar o acesso da sociedade ao trabalho legislativo.

Texto: Isabela Gomes | Jornalista Secom ALE/RO
Fotos: Priscila Melgar I Secom ALE/RO e Arquivo pessoal



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