Em 4 municípios PM's estão 'presos', por suas mulheres nos quartéis, por aumento salarial já



Familiares de PM's fecharam batalhões para pedir aumento salarial da categoria. Em Ariquemes, apenas casos graves são atendidos.

 

Ao menos quatro cidades de Rondônia iniciaram a semana com os quartéis da Polícia Militar (PM) fechados. Isso porque os familiares de policiais estão fazendo protestos na frente dos batalhões para pedir reajuste salarial da categoria.

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A Constituição não permite que policiais militares façam greve. Por ser inconstitucional, o ato é considerado motim.

Os acampamentos das mulheres em frente aos quartéis foram montados na última semana e, no sábado (12), batalhões de três cidades já haviam sido fechados.

Para tentar encerrar o movimento, nesta segunda-feira (14) foi marcada uma reunião com representantes do governo, Ministério Público de Rondônia (MP-RO) e a categoria para tentar um acordo.

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Abaixo, veja como está a situação nas cidades onde os PM's estão alojados, sem poder sair do quartel:

Ariquemes

Os policiais de Ariquemes estão amotinados desde a madrugada de sábado (12). O movimento das esposas e familiares dos policiais acontece em frente ao único quartel da cidade, o 7° Batalhão da PM.

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De acordo com o comandante do batalhão, há um plano de contingência para atender a população em caso de ocorrências graves, mas não foi dado detalhes de como deve funcionar esse plano em caso de emergência e nem quantos policiais serão dedicados ao plano.

Em contato com a Central 190 da PM, o atendente confirmou que apenas casos de latrocínio, homicídio e outras ocorrências gravíssimas estão sendo atendidos pela PM.

Jaru

Em Jaru, os policiais também estão aquartelados. O 8° Batalhão da PM, além de ser responsável por Jaru e seus distritos, também atende os municípios de Governador Jorge Teixeira e Theobroma. Com isso, cerca de 70 mil pessoas estão sem o policiamento ostensivo.

A Rede Amazônica, durante a manhã, percorreu várias ruas da cidade e não havia ronda de militares. Pessoas ouvidas pela reportagem destacaram que o clima é tranquilo, mas temem que a continuidade do movimento comprometa a segurança.

No 190, a informação repassada pelos policiais é de que as ocorrências simples poderiam ser registradas, mas em casos mais graves a orientação dos policiais é que a população compareça pessoalmente à Unisp do município.

As mulheres e parentes de PM estão acampados em frente ao quartel desde quinta-feira (10). No sábado (12), o governo do estado informou que parte do efetivo de Ariquemes foi enviado para Jaru e deu apoio nas ocorrências, mas o apoio se limitou ao fim de semana e os policiais já retornaram ao município de Ariquemes.

Ji-Paraná

Há mais de 48 horas Ji-Paraná está sem policiais militares nas ruas. Nenhuma equipe da PM foi vista em patrulha na cidade nesta segunda-feira (14).

As esposas dos policiais estão acampadas em frente aos dois quartéis de Ji-Paraná. O movimento busca realinhamento salarial.

No 190 da PM, a informação que foi passada é que eles não estão atendendo ocorrências.

Ouro Preto

Em Ouro Preto do Oeste, os policiais estão aquartelados desde sábado, pois os familiares dos policiais também estão acampados em frente a unidade.

O que diz o governo sobre o pedido de aumento

Em 2021, o Governo de Rondônia sancionou um projeto de lei que estabelece o reajuste salarial de 8% para os profissionais de segurança pública, incluindo policiais e bombeiros militares. No entanto, a medida está programada para entrar em vigor somente em 2022.

A justificativa do Governo para o intervalo é que atualmente a prioridade é assegurar que os esforços sejam direcionados ao combate à pandemia da Covid-19.

Segundo o comando-geral da Polícia Militar do Estado de Rondônia informou que os fechamentos, até o momento, não trouxeram prejuízos à segurança pública nas localidades.

Porto Velho sem fechamento nesta segunda, 14

Na capital Porto Velho, a saída do 5° Batalhão da PM segue desobstruída nesta segunda-feira. O manifesto em frente ao local segue, mas não impediu a saída de viaturas.

No sábado houve fechamento do quartel, mas as mulheres decidiram liberar e esperar a reunião desta segunda-feira, onde se espera um acordo favorável com o governo para a categoria.

(G1)



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