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A questão do Fundo Eleitoral está dividindo a bancada federal, embora, é claro, o assunto ainda não tenha se tornado público. Mas o pau está cantando.
Dos oito deputados federais, cinco votaram a favor do Fundo de quase 6 bilhões de reais, enquanto três votaram contra. Os a favor: Lúcio Mosquini, Jaqueline Cassol, Mariana Carvalho, Silvia Cristina e o Coronel Chrisóstomo. Os contra: Léo Moraes, Expedito Netto e Mauro Nazif.
Mosquini e Jaqueline foram para as redes sociais, criticar duramente a aprovação do novo valor. Alguns dos colegas de bancada não gostaram. E passaram a mostrar, também na mídia, que o trio contrário ao Fundo, esteve entre os que mais o usaram, no ano passado.
Expedito, por exemplo, presidente regional do PSD, utilizou nada menos do que 2 milhões e 900 mil. O Podemos, de Léo Moraes, outros 1 milhão e 980 mil. O PSB de Mauro Nazif, um pouco menos: 782 mil e 293 reais. No total, os três gastaram, através de seus partidos, nada menos do que 5 milhões e 662 mil reais.
"Quem é contra o fundo devia ser coerente e não usar o dinheiro"!
Um deputado, entre os que estão mais contrariados, chegou a falar em demagogia dos que votam contra o Fundo Partidário, mas gastam até o último tostão dele.
Um dos parlamentares comentou que respeita quem pensa diferente e quem, sendo contrário ao Fundo Partidário, que não o use, por coerência. "Quem é contra o Fundo, devia ser coerente e não utilizar o dinheiro!".
A explicação também é que o valor foi incluído na LDO como valor máximo, mas que isso pode ser modificado até 31 de dezembro.
Com relação às primeiras críticas, não deixa de haver alguma coerência. Um exemplo claro disso foi o que aconteceu na última disputa pela Prefeitura de Porto Velho. O então candidato Vinicius Miguel se dizia totalmente contrário ao Fundo e avisou que não o usaria, como realmente o fez.
Já com relação aos quase R$ 6 bi, mesmo que seja diminuído, será difícil fazer com que a população aceite esse valor astronômico, como realmente necessário às campanhas políticas. Principalmente diante do quadro de gente passando fome e a maioria dos trabalhadores desempregados. É impossível aceitar.
Fonte: noticiastudoaqi.com
Com informações de: opiniãodeprimeira/Sérgio Pires
