Só 200 cargos comissionados é pouco




Dependendo do número de habitantes do município, o executivo é obrigado a repassar à Câmara Municipal entre 3,5% e 7% da receita tributária e de transferências do exercício anterior, de acordo com a Constituição Federal, art. 29-A. No caso do município de Porto Velho, o índice que era de 5% caiu agora para 4,5% por decisão judicial.

Por causa disso, o presidente Gedeão Negreiros estaria inclinado a reduzir até 200 cargos comissionados. Há quem considere o número significativo, mas isso ainda é muito pouco, uma gota d’água no oceano de quase 900 sinecuras para menos de 50 servidores estatutários, uma desproporcionalidade que beira às raias do absurdo.

Continua após a publicidade.

Lembrando que, em dezembro do ano passado, a Câmara Municipal aumentou a Cota da Atividade Parlamentar dos vereadores, passando de R$ 60 mil para R$ 80 mil, a partir de janeiro de 2026, conforme dispõe a Resolução nº. 759, de 22 de dezembro de 2025, que alterou o art. 17 da Resolução nº. 743, de 25 de agosto de 2025, um acréscimo de quase 35%.

A Câmara Municipal só não tem dinheiro para pagar direitos de servidores que se aposentaram há três, quatro anos ou mais, mas tem para inchar a folha de pagamento com contratações de comissionados e a manutenção de privilégios aos seus membros. Cortar 200 cargos comissionados é café pequeno. A poda precisa ser maior.


Continua após a publicidade.


Noticias da Semana

Veja +