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O retorno às aulas presenciais na rede pública estadual anunciada dia 20 pelo governo para começar de forma híbrida no próximo dia 9, pode não acontecer.
Ocorre que o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintero) deflagrou greve contra o retorno dos profissionais que trabalham na área educacional, professores e demais categorias que atuam nas escolas.
No dia 20 o governo do estado pela sua Secretaria de Estado da Educação (Seduc), após anunciar o protocolo elaborado definindo as regras a serem adotadas para o retorno às aulas presenciais, informou à sociedade que as atividades começariam no dia 9 de agosto da seguinte forma:
O retorno das aulas presenciais nas unidades públicas estaduais de ensino será de forma híbrida (presenciais e não presenciais para os estudantes) e gradual. Inicialmente retorna 25% da capacidade da sala de aula mantendo o distanciamento de 1 metro entre as carteiras. Serão priorizados os 2º, 5º, 6º e 9º ano do ensino fundamental e 3º ano do ensino médio. E os professores terão sua carga horária dividida entre atividades presenciais e não presenciais para que não haja sobrecarga de trabalho.
Cada família tem a opção de retornar às atividades dos estudantes nas escolas ou manter os estudos em casa, pois as unidades escolares permanecerão ofertando as aulas remotas e atividades impressas. (Decom)
Mas o Sintero elaborou uma extensa lista de exigências a serem cumpridas pelo governo do estado para que esta previsão de retorno presencial das aulas acontecesse. Entre elas, a vacinação de 1ª e 2ª dose em todos os profissionais de saúde da educação e um parecer de todos os conselhos vinculados à área educacional além de laudos de peritos especializados. Todos dando sinal verde o retorno das atividades presenciais. Como isto não foi feito, a ‘Greve Sanitária’ foi deflagrada.
Diante do iminente fracasso do retorno presencial dos estudantes às salas de aulas, fato que está acontecendo em várias partes do país, em função da queda das ocorrências decorrentes da Pandemia do Novo Coronavírus, o Sintero publicou Nota neste dia 5 onde pontua:
O direito de greve
- A greve é um direito garantido pela Constituição Federal, nos artigos nº 9 e 37, Inciso VII e na Lei 7.783/89. No caso específico da greve sanitária, a motivação deve ser atribuída ao fato do ambiente profissional apresentar perigo à segurança e saúde da comunidade escolar, sendo o movimento considerado legítimo.
A DECISÃO DA GREVE
- O Sintero ressalta que tal deliberação foi acatada mediante posicionamento da categoria durante as assembleias realizadas nos dias 28, 29 e 30 de julho, quando os trabalhadores/ as em Educação optaram por não retornarem presencialmente, visto que a ação coloca toda a comunidade escolar em risco.
A FORMA DA GREVE
- O Sintero esclarece que a adesão é feita mediante ao não comparecimento presencial aos locais de trabalho mesmo que haja pressões e tentativas de retaliações.
A AMEAÇA
- O Sintero esclarece também que não houve judicialização por parte da assessoria jurídica da entidade quanto ao assunto, visto que a luta coletiva através da greve foi a deliberação aprovada pela categoria. No entanto, informa que não descarta a possibilidade, dependendo do avanço ou não das negociações com a Administração Pública.
As negociações entre o governo e o Sintero devem correr nestes quatros dias que restam para se decidir se os estudantes terão a alegria de sair de casa e ir para a sua escola. Além de aprender e rever amigos e colegas, quebrarão os grilhões da prisão em casa imposto pelas regras da Pandemia.
Fonte: noticiastudoaqui.com
