G1 listou ONGs e instituições de seis cidades que resgatam animais, e que podem ser procuradas, caso alguém se interesse em adotar um pet.
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É comum encontrar cães e gatos abandonados vivendo em avenidas de cidades de Rondônia. Para ajudar a diminuir esta situação, o g1 listou ONGs e instituições que resgatam animais, e que podem ser contatadas, caso alguém se interesse em adotar um pet.
Veja quem procurar para adotar pets em seis municípios:
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Ariquemes
Amigos dos Animais de Ariquemes trabalham para resgatar, tratar e preparar animais de rua para adoção. O grupo explica que no município, a principal dificuldade é a falta de responsabilidade de alguns donos.
"Têm pessoas que não têm capacidade de ter um animal, quando ficam doentes preferem abandonar do que procurar um veterinário", diz uma das voluntárias.
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Cacoal
Vira-Lata, Vira Amor é uma associação protetora de animais, que tem o objetivo de resgatar, cuidar e proporcionar uma nova vida aos cães e gatos abandonados.
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Guajará-Mirim
Adote um Amor é um canal de adoção de pets que também ajuda a alimentar animais de rua. Para isso, contam com doações voluntárias de rações. Um dos lemas da organização é "melhor do que comprar uma vida é salvar uma".
- Ji-Paraná
O Grupo de Proteção Amparo Animal resgata animais em sofrimento das ruas de Ji-Paraná e funciona como ponte para adoção responsável.
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Porto Velho
Adoção Responsável: É um grupo que anuncia pets para adoção nas redes sociais. O intuito é encontrar um lar para os animais abandonados com donos responsáveis.
Meu Pet Favorito: Grupo destinado à adoção de animais domésticos e divulgação de cães e gatos perdidos.
Protetores Voluntários: Se uniram em 2014, durante a cheia histórica do Rio Madeira e até hoje ajudam na adoção e castração de animais de rua.
Peludos da Unir: O grupo começou ajudando principalmente animais abandonados no campus da Universidade Federal de Rondônia (Unir). E atualmente usa as redes sociais para divulgar a adoção e resgate de animais.
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Vilhena
Um grupo de amigos criou o Amor de 4 patas para buscar meios de ajudar os protetores de animais de Vilhena. Na internet eles mostram as recuperações de alguns bichinhos, ajudam a divulgar animais para adoção e também arrecadam fundos para ajudar os protetores.
A maioria das instituições que resgatam os animais sobrevivem de doações de rações, medicamentos, entre outros insumos para criação e tratamento dos pets. A doação pode ser feita através do contato de cada instituição.
Como ajudar um cão ou gato abandonado

Caso encontre algum animal abandonado, alguns passos devem ser seguidos para ajudar o cão ou gato. É importante que antes de se aproximar e tocar no animal, seja observado se o pet é agressivo ou se está ferido. Confira outras dicas:
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Caso o animal seja agressivo, procure por uma instituição especializada em resgate de pets abandonados;
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Tente suprir as necessidades do animal (água e comida);
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Se o animal estiver ferido ou com dor , procure levá-lo até um veterinário para verificar o estado de sua saúde;
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Coloque cartazes, com a descrição do animal em clínicas veterinárias, pet shops e outros locais de circulação de pessoas na região onde você mora;
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Fale com os vizinhos e comerciantes do bairro, já que o dono do animal pode estar fazendo o mesmo caso ainda queira encontrá-lo;
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Verifique se alguém deixou anúncio com a descrição do bicho em algum site;
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Caso o animal esteja com coleira de identificação, procure o Centro de Controle de Zoonoses ou similar de sua cidade;
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Caso não consiga encontrar o dono do animal, tente lembrar de amigos, parentes, colegas e conhecidos que poderiam acolher o cachorro;
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Encontre um abrigo enquanto você prepara o animal para a adoção. O ideal é que seja um espaço seguro e tranquilo. Até que seja examinado e vacinado, é prudente que o animal fique separado de outros bichos;
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Leve o animal a um veterinário para ser vacinado, vermifugado e castrado;
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Divulgue a descrição do animal e encaminhe-o para adoção.
Benefícios para quem adota

O g1 conversou com a psicóloga Luana Passos para entender os benefícios de adotar um cachorro ou um gatinho, em tempos de pandemia. A especialista apontou dois grandes aspectos positivos.
"Primeiro é a companhia, pois a maioria das pessoas acaba criando o hábito de falar com seu pet, diminuindo a sensação de solidão para quem mora sozinho ou dando a sensação de que o pet é mais um membro da família", explicou.
E o segundo aspecto, segundo a psicóloga, é a ocupação, pois ficar em casa pode gerar tédio e sensação de inutilidade. Portanto cuidar de um bichinho, alimentando, oferecendo cuidados com a higiene ajuda a ocupar a mente, distraindo de pensamentos negativos.
O veterinário Bruno Sadeck explicou que antes de tomar a decisão de adotar é preciso que toda a família entre em consenso para a chegada do novo membro.
"É um ser vivo que vai participar do convívio familiar, em média, em torno de 12 anos. A família tem que considerar isso para não haver o abandono futuro", enfatiza.

O animal, diz o veterinário, tem direitos como: abrigo, alimentação de qualidade, cuidados médicos veterinários e deve ter as características individuais respeitadas.
“É preciso saber que esse animal, uma vez ou outra, pode vir a adoecer, e tem que ser avaliado se a pessoa vai ter condições de manter e tratar esse animal na hora da doença. São ponderações que se deve levar em conta”, explica Sadeck.
Após essas análises, caso a família resolva seguir adiante com a adoção, a veterinária Carolina Nunes Pimenta, pontua alguns dos cuidados necessários para a adaptação do cachorro ou gato no novo lar:
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Faça as mudanças necessárias na sua casa antes da chegada do animal. O seu novo amigo trará novos hábitos e novas rotinas e, por isso, é fundamental que você esteja preparado para a chegada e para essa primeira fase de adaptação;
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Prepare os locais de alimentação, de fazer necessidades e de descanso do animal. Isso ajuda a criar referência e disciplina, sendo importante que eles tenham acesso completo e a qualquer hora ao cantinho próprio;
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Adapte sua rotina à do animal. O passeio, por exemplo, é a principal atividade física dos cães e é essencial que você tenha tempo para fazê-lo "se mexer bastante" todos os dias (pelo menos 15 minutinhos). No caso de gatos, reserve um tempo para brincar com eles;
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Compre vasilhas de comida e água, caminha, coleira de passeio e caixa de transporte. Escolha a ração de acordo com peso, idade e porte do animal;
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Agende uma visita ao veterinário para um check up. Ele irá te orientar sobre os cuidados de higiene e alimentação, além de vermifugação e vacinação;
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Tenha em mente que o animal requer cuidados constantes e exige gastos na sua manutenção. Se você não dispõe de tempo ou não quer gastar um pouco de dinheiro, melhor não adotar;
O animal não é dispensável. A posse deve ser responsável e o animal não pode ser dispensado por qualquer que seja o motivo. Uma vez adotado, ele vira parte da família e deve ser tratado como tal.

Denúncias de maus tratos
Em Rondônia, as denúncias de maus tratos podem ser feitas na Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes contra Meio Ambiente (DERCCMA), através dos números 197 ou WhatsApp (69) 98439-0102.
De acordo com a delegacia, somente nos oito primeiros meses deste ano, as denúncias de maus tratos dobraram se comparado com o registrado ano passado. Foram 393 denúncias somente de janeiro a agosto em Rondônia.
(G1)
