Motoristas de aplicativos apoiam CPI dos combustíveis e convidam outras categorias a participar



Movimento em prol de CPI dos combustíveis cresce com o apoio de lideranças de organizações da sociedade civil.

 

Uma informação desencontrada, agravada por um alvoroço em prol da realização da CPI dos combustíveis, causou um curto mal-estar entre plateia e vereadores na sessão de terça-feira (11) da Câmara de Vereadores de Porto Velho. Uma fake news circulou logo na abertura dos trabalhos legislativos dando conta que os motoristas de aplicativos causavam baderna na Câmara e, em função disso, um dos vereadores teria ligado para a Polícia Militar pedindo apoio.

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A falsa notícia de ligação para a PM foi negada pelo presidente da CPI, vereador Gilber Rocha (Podemos) e, também, pela vereadora Ellis Regina (Podemos) que fez uso da tribuna com o intuito de esclarecer o mal entendido.

Na opinião de entrevistados presentes na sessão, que preferiram não ter os nomes relevados, "essa fake news foi plantada por pessoas interessadas em evitar a instalação da CPI". Motoristas de aplicativos, entrevistados pelo Portal SGC, consideraram que a categoria dos condutores é a principal afetada pelos preços altos dos combustíveis e que, por isso mesmo, apoiam as investigações da Comissão.

MOBILIZAÇÕES

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O vice-presidente do Sindicato dos Motoristas de Aplicativos de Rondônia (Sindmapp/RO), Thiago Teixeira, explicou que a categoria pretende acompanhar todos os passos da CPI e apoiar os vereadores nessa investigação. Thiago também esclareceu que é preciso que toda a sociedade participe desse processo, posto que se trata de uma situação que afeta toda a sociedade. "Trouxemos os motoristas de aplicativos para apoiar a CPI dos combustíveis, uma vez que somos quem mais sofre com os aumentos dos preços", conclui.

O presidente da CPI, vereador Gilber Rocha, fez ressalva ao fato de cidades do interior do Estado comercializarem combustíveis com menores preços que a Capital. "Precisamos entender como cidades do interior, que pagam mais fretes para receber os combustíveis, vendem seus produtos mais baratos", explica.

Para o vereador Everaldo Fogaça (Republicanos), secretário da Comissão, passos importantes foram dados e o apoio da sociedade também já se mostra através da presença de suas lideranças. "Aprovamos todos os membros da CPI. Oito vereadores vão fazer parte. O que posso adiantar é que essa Comissão pretende realizar um trabalho de apuração consistente", explica.

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O relator da CPI, vereador Izaque Machado (Patriota), questiona o fato dos combustíveis distribuídos em Porto Velho chegarem a cidades do Mato Grosso por um preço menor que os praticados em Rondônia. "Vamos agora nos reunir e deliberar as convocações de proprietários de postos e sociedade civil. O trabalho é investigativo. Precisamos entender o fato das distribuidoras de Porto Velho, por exemplo, entregarem combustíveis no Estado do Mato Grosso e este estado conseguir vender mais barato que aqui", conclui.

INVESTIGAÇÃO

Com prazo de 90 dias para investigar as práticas dos distribuidores e fornecedores de combustíveis, a CPI deve iniciar os trabalhos em até cinco dias a contar da data de publicação da resolução, 10 de julho. Ainda serão estabelecidos os dias e horários das reuniões. O passo final da CPI é o envio de relatório ao Ministério Público para que os procedimentos legais sejam tomados. Estão à frente dos trabalhos os vereadores Gilber Rocha Merces (Podemos), para presidente da comissão, Izaque Machado (Patriota), para relator e, Everaldo Fogaça (Republicanos), para secretário.

(sgc)



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