Violência contra mulher tem vazamento de nudes e ameaça de morte em Vilhena



Cerca de 100 medidas protetivas são pedidas por mês na cidade

 

Entrevistou nesta sexta-feira, 11, a titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM), em Vilhena, Solângela Guimarães, que entre ontem e hoje cumpriu, junto com sua equipe, mandados contra dois homens acusados de ameaçarem suas esposas na cidade.

Embora os casos tramitem em sigilo, a reportagem descobriu, através de outras fontes, que um dos investigados é um caminhoneiro, que acabou preso por manter consigo uma arma sem registro. Ele, inclusive, teve apreendido o revólver com o qual dizia que iria matar a companheira.

O outro acusado é um CAC (Caçador, Atirador, Colecionador), que tinha um arsenal em casa. De classe média alta e dado à ostentação, esse investigado poderá perder seu porte de armas, o que já foi pedido contra ele na justiça.

A delegada explica que a violência doméstica é recorrente em Vilhena, e que são registrados quase 100 pedidos de medidas protetivas todos os meses em Vilhena. Em geral, como se trata de procedimento que visa evitar violência e até mortes, a decisão judicial que ampara as vítimas costuma sair rapidamente.

Solângela esclarece que a violência doméstica se caracteriza por vários tipos de ações, que vão desde os ataques psicológicos até perseguição, passando também pela exposição de imagens íntimas das vítimas. Neste último caso, os acusados aproveitam o relacionamento que têm ou tiveram com as mulheres para tentar atingi-la com o conteúdo sexual do material divulgado.

A delegada admite que existem casos de violência doméstica de mulheres contra homens, porém, em quantidade bem menor. As que são acusadas de agressão também respondem pelo crime com base no Código Penal.

Um alerta importante feita pela mulher elegante, que anda armada e coloca os valentões na linha na maior cidade do Cone Sul de Rondônia: sempre que algum agressor descumprir a medida protetiva, a vítima deve comunicar à polícia, que prende o acusado por desobediência à ordem judicial e o mantém na cadeia por vários meses.

A delegada aproveita o “Agosto Lilás”, mês dedicado ao combate à violência doméstica, para aconselhar as mulheres vítimas de qualquer tipo de agressão (física, psicológica e até patrimonial) a não hesitarem em procurar a polícia sempre que se sentirem ameaçadas.

Fonte: Folha do Sul
Autor: Da redação



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