Rondônia ignora seu criador há 42 anos



 

Neste dia 22 de dezembro, há 42 anos, Rondônia viveu um dos momentos mais gloriosos de sua história: a elevação à condição de o novo estado a integrar a Federação dos Estados do Brasil.

Aos gritos, sob o som de fogos que pipocaram por todos os cantos e recantos onde foi possível ouvir o noticiário de rádio ou de televisão, eclodia o entusiasmo: ‘mais uma estrela no céu azul da Bandeira do Brasil’.

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Dentro das matas, nas linhas dos projetos de colonização, a rádio Caiari disputava espaço com a rádio Nacional, levando a informação para incrédulos colonos, que espantados, comentavam: “num é que o Teixeirão conseguiu mermo!”

No ambiente político do novo estado, novos personagens entravam em cena pelas mãos de Teixeirão: Antônio Morimoto, deputado federal pelo interior de São Paulo, que a pedido do Presidente da República, João Batista Figueiredo, atendendo indicação do governador Jorge Teixeira, atuou como relator do Projeto de Lei enviado ao Congresso Nacional criando a nova unidade federativa, e foi bem sucedido.

E, veio também, a radialista e estrela da Rádio Nacional, Rita Furtado, muito ouvida na Amazônia inteira. Ambos acabaram eleitos deputados federais nas eleições de 1982. Ela fez campanha tirando fotos e autografando para seus entusiasmados seguidores.

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Registre-se, que o último presidente da República do governo militar, João Batista Figueiredo, que preferia o cheiro dos cavalos que o de gente, aqui, em Rondônia, onde teve em várias ocasiões com Teixeirão, Mário Andreazza e outros ministros, durante os atos preparatórios para a implantação do novo estado, seu ânimo era totalmente diferente.

Em Rondônia, um estado que nasceu pela força da sua vontade, Figueiredo gostava de gente, sim. Eu mesmo testemunhei várias ocasiões em que ele e o Teixeira, sem nenhum formalismo, se juntavam aos colonos que os cercava, conversando animadamente, contando piadas, abraçando o povo simples e suado em suas roupas humildes, simpaticamente sorridente.

Foi um presidente que, no apagar das luzes do regime militar, deu ao Brasil este pujante Estado de Rondônia. E deu a muitos sem-terra e sem teto, uma nova oportunidade de vida.

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E para isso, não mediu esforços nem recursos. Deu ao Teixeirão e ao povo do novo estado, que chegavam aos milhares, tudo de que precisavam para começar. Terra, financiamento, a BR-364 asfaltada e a Hidrelétrica de Samuel, são alguns exemplos.

Entretanto, não conheço nenhuma homenagem a este presidente que deu tudo a Rondônia, e não pediu nada a ninguém. Nenhuma cidade ou vila, nenhuma praça ou avenida, nenhum título ou honraria com o seu nome, lhe foi prestada, até hoje.

O Estado de Rondônia tem uma dívida histórica com o seu criador, que alguém, algum dia, precisa pagar.

É do que trata o ‘Língua de Fogo’ de hoje. Veja o vídeo, a seguir, e faça o seu próprio juízo. Aproveite e se inscreva na página noticiastudoaqui no youtube, e acompanhe, também, outros conteúdos como o podcast ‘Sem Papas na Língua’ que é publicado e vai ao ar toda segunda-feira às 17hs30.

Fonte: noticiastudoaqui.com         

      



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