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O sistema de governo do Brasil está tão desavergonhadamente imoral, que ninguém mais sabe sob qual regime estamos e nem quem nos governa. Nós, brasileiros, temos profundas dúvidas se estamos numa ‘democracia relativa’, num governo presidencialista ou num regime parlamentarista. Já não sabemos nem quantos e quais poderes constituem a atual República do Brasil.
Só sabemos de uma coisa: a Constituição Federal ainda é a mesma aprovado em 1988, aquela que o lendário deputado Ulisses Guimarães chamou de ‘Constituição cidadã’.
Na solenidade que reuniu os poderes no Congresso Nacional no dia 8 de janeiro, além dos representantes dos três poderes da República brasileira, o orador mais incisivo, raivoso e revanchista, com o discurso mais longo e decibéis mais alto que o do presidente Lula, foi o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Dele, partiu as sentenças mais sombrias e ameaçadoras. E os brasileiros descobriram mais um poder, até então nas sombras.
Agora foi a vez do próprio presidente do STF, Luiz Roberto Barroso, no encontro do G-20 em Davos, Suíça, exibir a sua sapiência, não como um ministro, um juiz, que tem por princípio, o recato, a discrição e a imparcialidade. Mas como se fosse um chefe de estado, chefe de poder; um presidente ou 1º ministro da nação brasileira. Tratando do quê? De segurança pública e violência: assunto de executivo, expondo nossas mazelas ao mundo, das quais a Corte, que representa, tem grande parcela de contribuição.
Quer saber mais? Pois o ilustre advogado guindado ao cargo de juiz da Suprema Corte, agora na presidência do Excelso Colegiado, é o mesmo que se comporta como político que, em discurso acalorado, para uma plateia açodada na Une, jactou-se com a célebre frase: ‘nós derrotamos o bolsonarismo’. E, assim, confessou publicamente, o crime de parcialidade dos juízes que tiraram o presidente Lula da cadeia e aprovaram a inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem querem pôr na grade.
É com a autoridade de político sem voto e juiz da Corte Suprema, ele mesmo se achando ‘supremo’, que prometeu no seu discurso em Davos, que ao retornar ao Brasil, fará uma grande discussão sobre a violência e a segurança pública do país.
E a gente achando que o presidente da República do Brasil, era o Luiz Inácio Lula da Silva, que teve seus processos e condenações arquivadas. Na nossa inocência, achávamos que o Brasil era uma república federativa democrática composta por três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário.
Agora vemos que temos quatro poderes; vários presidentes e o mais grave: três poderes consorciados contra o Poder Legislativo, o mais soberano e o mais importante de todos, por ser o legítimo representante da Nação brasileira, posto que seus membros são eleitos pelo povo, de onde emana todo o poder.
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Fonte: noticiastudoaqui.com
