Redação, Porto Velho RO, 16 de maio de 2026 - O debate sobre carga tributária, competitividade econômica e custo dos combustíveis ganhou força em Rondônia durante a realização do Fórum de Desenvolvimento Econômico e Tributário de Rondônia (Fordetro), promovido pela Assembleia Legislativa em Ji-Paraná. O encontro reuniu representantes do setor produtivo, especialistas, parlamentares e integrantes do governo estadual para discutir os impactos da reforma tributária e os gargalos econômicos enfrentados pelo Estado.
Entre os principais temas discutidos esteve a necessidade de modernização do sistema tributário estadual, simplificação fiscal e criação de mecanismos para aliviar o peso dos impostos sobre empresas e consumidores. Durante os debates, representantes do comércio, indústria e agronegócio defenderam medidas de estímulo econômico, incluindo programas de refinanciamento tributário, devolução automática de cobranças fiscais indevidas e redução de custos operacionais para o setor produtivo.
Nos bastidores do fórum, porém, cresceram críticas à postura do governo do Estado em relação à política tributária, especialmente diante da resistência em ampliar reduções de impostos sobre combustíveis. Setores empresariais e lideranças econômicas vêm cobrando do governador Marcos Rocha maior participação do Estado em medidas de alívio fiscal para enfrentar a alta dos preços do diesel e da gasolina, principalmente em um momento de pressão sobre transporte, agronegócio e custo de vida da população.

As críticas aumentaram após o governo estadual rejeitar propostas de redução temporária do ICMS sobre o diesel, mesmo diante de pedidos apresentados por entidades do setor produtivo. Federações empresariais e representantes do agronegócio chegaram a solicitar redução significativa da carga tributária estadual sobre combustíveis para amenizar os impactos econômicos da alta internacional do petróleo.
A decisão de não aderir a medidas mais amplas de desoneração passou a ser interpretada por críticos como sinal de resistência do governo em abrir mão de arrecadação tributária, mesmo em setores considerados estratégicos para a economia estadual. O tema ganhou ainda mais repercussão diante do avanço nacional da reforma tributária e das discussões sobre competitividade regional no Norte do país.
Embora o governo Marcos Rocha destaque iniciativas pontuais de incentivo fiscal, como a redução do ICMS sobre operações do setor pecuário, empresários afirmam que as medidas ainda são limitadas diante da pressão tributária enfrentada por diversos segmentos econômicos.

Durante o Fordetro, também foram debatidos os impactos da futura implantação do IBS e da CBS, tributos que substituirão gradualmente impostos como ICMS, PIS e Cofins no novo modelo tributário nacional. O governo estadual afirma que Rondônia vem se preparando tecnicamente para a transição e orientando contribuintes sobre as mudanças previstas a partir de 2026.
Apesar disso, o clima predominante entre empresários e representantes do setor produtivo é de preocupação com a manutenção da elevada carga tributária e com os efeitos econômicos sobre consumo, logística e geração de empregos. O debate promovido pelo Fordetro acabou expondo não apenas os desafios da reforma tributária, mas também a crescente pressão política e econômica para que o governo estadual participe de maneira mais efetiva das políticas de redução de impostos e estímulo ao crescimento econômico em Rondônia.
Fonte: noticiastudoaqui.com