PF desarticula esquema de exploração humana e prende duas mulheres em distrito de Porto Velho



PF desarticula esquema de exploração humana e prende duas mulheres em distrito de Porto Velho

Redação, Porto Velho RO, 05 de junho de 2026 - Uma ação integrada da Polícia Federal resultou na prisão em flagrante de duas mulheres suspeitas de envolvimento em crimes de exploração sexual e submissão de pessoas a condições análogas à escravidão no distrito de Vista Alegre do Abunã, em Porto Velho. A operação, realizada no último fim de semana, reuniu equipes da Polícia Federal, do Ministério do Trabalho e Emprego, do Ministério Público do Trabalho e da Defensoria Pública da União, em mais uma ofensiva contra violações graves de direitos humanos na região.

Durante a fiscalização, os agentes encontraram uma adolescente e outras mulheres em situação de extrema vulnerabilidade. As investigações apontam que o estabelecimento funcionava aparentemente como um bar, mas escondia nos fundos quartos destinados à exploração sexual. No local, foram apreendidos documentos, registros financeiros e materiais que reforçam as suspeitas de um esquema estruturado de aliciamento e controle das vítimas.

Segundo a Polícia Federal, as trabalhadoras eram submetidas a um sistema de endividamento que incluía despesas com transporte, alimentação, hospedagem e consumo, mecanismo que dificultava o desligamento das vítimas e restringia sua liberdade. Uma adolescente de 17 anos teria sido recrutada em outro estado e levada para Rondônia, tendo os custos da viagem incorporados à dívida imposta pelos responsáveis pelo estabelecimento.

As duas mulheres presas são apontadas como responsáveis pela administração do esquema. Uma delas seria a proprietária do local, enquanto a outra exerceria funções de gerenciamento e fiscalização das atividades. Elas poderão responder por crimes como redução à condição análoga à de escravo, tráfico de pessoas para fins de exploração sexual e favorecimento da exploração sexual de criança ou adolescente.

O caso expõe uma realidade preocupante nas regiões de fronteira e de intenso fluxo migratório da Amazônia, onde organizações criminosas frequentemente se aproveitam da vulnerabilidade econômica e social de mulheres e adolescentes. As investigações prosseguem para identificar possíveis envolvidos e verificar a existência de uma rede mais ampla de exploração humana atuando no estado.

Fonte: noticiastudoaqui.com



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