Redação, Porto Velho RO, 04 de julho de 2026 - A Polícia Federal e o Ibama intensificaram o combate aos crimes ambientais na Amazônia ao deflagrarem a Operação Kairós, destinada a desarticular a atividade de garimpo ilegal na Terra Indígena Sete de Setembro, localizada entre os municípios de Cacoal, em Rondônia, e Rondolândia, no Mato Grosso. A ofensiva representa mais uma ação estratégica das forças federais para conter a exploração clandestina de recursos minerais em uma área protegida, habitada pelo povo indígena Paiter Suruí e constantemente ameaçada pela atuação de organizações criminosas ligadas aos crimes ambientais.
Durante a operação, as equipes localizaram e inutilizaram uma escavadeira hidráulica, uma motocicleta, dois motores estacionários e diversos acampamentos utilizados como base logística pelos garimpeiros. Segundo a Polícia Federal, os equipamentos destruídos estão avaliados em aproximadamente R$ 600 mil e eram empregados diretamente na extração ilegal de minérios dentro da reserva indígena, atividade considerada crime ambiental e passível de responsabilização nas esferas penal e administrativa.
A Terra Indígena Sete de Setembro é uma das áreas de preservação mais importantes da região Norte e, nos últimos anos, tem sido alvo frequente de invasões promovidas por grupos que atuam na mineração clandestina. Além da retirada ilegal de riquezas minerais, a atividade provoca desmatamento, assoreamento de rios, degradação da vegetação nativa e contaminação ambiental, comprometendo a biodiversidade e colocando em risco a segurança alimentar, a saúde e o modo de vida das comunidades indígenas que dependem diretamente dos recursos naturais do território.
De acordo com a Polícia Federal, a Operação Kairós foi planejada após levantamentos de inteligência que identificaram a continuidade das atividades ilegais na região. A estratégia adotada priorizou a inutilização da infraestrutura utilizada pelos criminosos, medida prevista na legislação ambiental para impedir a retomada imediata da exploração clandestina e elevar o custo operacional das organizações envolvidas no garimpo ilegal.
A ação reforça a política de atuação integrada entre órgãos federais no enfrentamento aos crimes ambientais na Amazônia, especialmente em terras indígenas, consideradas patrimônio da União e protegidas pela Constituição Federal. Além de preservar os recursos naturais, operações dessa natureza buscam impedir o avanço de redes criminosas que financiam atividades ilícitas, promovem a degradação ambiental e ameaçam os direitos dos povos originários.
Com a destruição da estrutura clandestina e o monitoramento permanente da área, a expectativa das autoridades é reduzir a reincidência do garimpo ilegal na Terra Indígena Sete de Setembro, fortalecendo a fiscalização e ampliando a proteção de um dos mais importantes territórios indígenas da região amazônica.
Fonte: noticiastudoaqui.com