Contrato previa que mulher de Moraes defendesse Master junto à PF




O contrato firmado entre o Banco Master e a Barci de Moraes Sociedade de Advogados previa que o escritório de advocacia da esposa de Alexandre de Moraes defendesse a instituição financeira de Daniel Vorcaro em inquéritos na Polícia Federal.

O acordo, que previa o pagamento de 36 parcelas de R$ 3 milhões, tinha como escopo a “consultoria estratégica e jurídica em procedimentos/inquéritos policiais nas Polícias Federal e Civis e procedimentos administrativos, inclusive perante o Banco Central, a Receita Federal e Cade”, além de processos judiciais em todas as instâncias do Poder Judiciário e “implantação, acompanhamento e aprimoramento constante e continuado de programa de integridade”.

O contrato ainda estabelece que o Banco Master deveria reembolsar o escritório das despesas operacionais, desde taxas cobradas pelos órgãos públicos, custas judiciais e até despesas de deslocamento, incluindo passagens aéreas, hospedagem e refeições.

O escritório seria responsável por serviços de Compliance, como diligências prévias para análise da conformidade da empresa com as normas, implementação de um Código de Ética e Programa de Integridade do banco e elaboração de políticas para prevenir
fraudes e ilícitos.

Conforme revelou o Metrópoles, na coluna Andreza Matais, Vorcaro pediu a ajuda de Alexandre de Moraes, ministro do STF, para que ele intercedesse junto a “Andrei” e “Paulo”. Segundo relatório feito pela própria Polícia Federal, Andrei e Paulo seriam, respectivamente, Andrei Rodrigues (o diretor-geral da PF) e Paulo Gonet (o PGR).



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