Fariseus, saduceus e os políticos camaleônicos




Provavelmente, você já deve ter lido ou ouvido a expressão “o inimigo do meu inimigo é meu amigo”. O provérbio sugere a possibilidade de pessoas diametralmente opostas fazerem alianças contra um oponente em comum. Por motivos óbvios, a frase é muito associada à política. Não precisamos ir muito longe para confirmar essa assertiva. Às vezes, o exemplo está perto da gente.

Na sociedade dos tempos de Jesus haviam vários grupos político-religiosos que se diferenciavam no modo de se relacionar com a política, economia e religião. Entre esses grupos, destacam-se os saduceus e os fariseus. Enquanto estes viviam o legalismo da Lei Mosaica, com seus costumes e tradições, àqueles a rechaçavam, somente aceitando a palavra escrita da Bíblia como sua norma de vida. Os fariseus acreditavam em anjo e na ressureição, já os saduceus, que eram a pequena aristocracia enriquecida da época, e que serviam e ajudava o governo romano a fim de manterem suas riqueza e privilégios, não.

Imaginar a união dessas duas seitas seria algo impossível, mas não é que eles uniram forças para eliminar a Jesus, como vemos no livro de Mateus. Assim também acontece na política. Houve momentos em que aquele parlamentar vivia às turras com o chefe do executivo, hoje, porém, mudou da água para o vinho, tornando-se não somente aliado, como também defensor intransigente do inquilino palaciano. E, o que é pior, acha que o povo não vê esse comportamento camaleônico, típico dos fariseus e saduceus da era de Jesus. Estamos às portas de novas eleições. Convém analisar com cuidado os candidatos de sua preferência, antes de apertar o teclado da urna eletrônica, para, depois, não se arrepender.




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