Microplástico nos oceanos supera estrelas das galáxias



A ameaça crescente e rápida da poluição pelos plásticos e o desafio de enfrentá-la são o tema deste Dia Mundial do Meio Ambiente. O ambiente mais afetado é o dos oceanos, como destacou em um comunicado o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres.

Gutérres afirma: "Nosso mundo é inundado por resíduos plásticos prejudiciais. Todos os anos, mais de 8 milhões de toneladas acabam nos oceanos".

Segundo ele, os microplásticos nos mares agora superam as estrelas da nossa galáxia. "De ilhas remotas ao Ártico, nada é intocado. Se as tendências atuais continuarem, até 2050 nossos oceanos terão mais plástico do que peixes", afirmou.

 

USO MASSIVO DE AGROTÓXICOS

 

Desde 2008, o Brasil é o principal consumidor de agrotóxicos do planeta, representando 20% do total mundial, e o impacto desse uso vai além da produção de alimentos agrícolas em larga escala, que não significa melhoria na oferta de alimentos para os brasileiros, pelo contrário, a prática do uso de agrotóxicos é responsável por um número alto de mortes todos os anos.


Ada Cristina Pontes Aguiar, professora da Universidade Federal do Cariri e participante do Núcleo Trabalho Meio Ambiente e Saúde da Universidade Federal do Ceará (UFC), afirma: "É um problema estrutural, há um alto incentivo aos agrotóxicos, inclusive em relação aos impostos”.


O governo brasileiro concede redução de 60% do ICMS [Imposto relativo à circulação de mercadorias], isenção total do PIS/COFINS (contribuições para a Seguridade Social) e do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) à produção e comércio dos pesticidas, segundo o presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), João Eloi Olenike.


O uso massivo dos agrotóxicos também pode ser explicado a partir do modelo econômico que, desde 2000, é pautado principalmente na exportação de commodities, produtos primários. Cerca de 52% dos herbicidas comprados são utilizados na soja, grande destaque da produção brasileira.

 

A comparação quanto ao uso de agrotóxicos no Brasil e na União Europeia mostra resultados discrepantes. Estudo feito por Larissa Mies Bombardi, professora de Geografia da Universidade de São Paulo, denota que a legislação brasileira permite uma contaminação na água potável com limite cinco mil vezes superior ao máximo do que é aceitável na Europa. 

SAIBA MAIS

 Enquanto países membros da União Europeia toleram até 0,1 micrograma de glifosato por litro de água, o Brasil permite até 500 microgramas por litro. 

 Além disso, o país apresenta casos numerosos de intoxicação por agrotóxicos. Dados do Ministério da Saúde revelam que, de 2007 a 2014, tivemos 1.186 casos de morte por este motivo, ou seja, 148 por ano, resultando em uma morte a cada dois dias e meio.
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MAURÍCIO TUFFANI
Editor do blog Direto da Ciência
Com edição de Montezuma Cruz


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