Eduardo Bolsonaro defende ação pró-Guaidó na embaixada da Venezuela em Brasília



 

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) manifestou apoio ao grupo de aliados do presidente autoproclamado da Venezuela, Juan Guaidó, que tomou a embaixada da Venezuela em Brasília na madrugada desta quarta-feira (13). Ele disse que "ao que parece agora está sendo feito o certo, o justo" e logo foi criticado pela oposição. O receio da oposição, que chama a ação na embaixada de invasão, é que o governo Bolsonaro tenha colaborado com a medida.

"Nunca entendia essa situação. Se o Brasil reconhece Guaidó como presidente da Venezuela por que a embaixadora Maria Teresa Belandria, indicada por ele, não estava fisicamente na embaixada? Ao que parece agora está sendo feito o certo, o justo", escreveu Eduardo Bolsonaro no Twitter, referindo-se à diplomata que assumiu o cargo de embaixadora da Venezuela no Brasília após a ação desta terça-feira na embaixada de Brasília.

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Eduardo também compartilhou um vídeo em que o diplomata venezuelano Tomás Silva se diz tranquilo com a tomada da embaixada. "Maduro é um narcoditador, não um presidente eleito. Ano passado mais de 80% de venezuelanos não compareceram para votar, fora os que foram votar debaixo de ameaça", atacou Eduardo Bolsonaro, destacando a tranquilidade de Tomás Silva.

Em carta que circula nas redes sociais, Maria Teresa diz que a ação na embaixada foi motivada por diplomatas que reconheceram Guaidó como presidente e entregaram a embaixada ao grupo pró-Guaidó, apesar das reclamações dos aliados de Maduro que seguem na embaixada e reclamam de invasão. Ela diz que ofereceu apoio a esses diplomatas nomeados por Maduro, mas ressaltou o apoio a Guaidó e pediu que os funcionários da embaixada e dos sete consulados da Venezuela no Brasil sigam o exemplo de Brasília e passem a trabalhar junto com o grupo de Guaidó.

A oposição, que tem conversado com os diplomatas aliados de Maduro, contudo, dizem que a embaixada foi invadida por pessoas que se assemelham a milicianos. O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) chegou a dizer que havia indícios de que a invasão teria sido respaldada pelo Itamaraty. Ele também disse, nas redes sociais, que um funcionário do Itamaraty estaria tentando expulsar o corpo diplomático da Venezuela da embaixada em Brasília. "É uma violação gravíssima da Convenção de Viena", reclamou.

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As críticas da oposição ganharam força depois da fala de Eduardo Bolsonaro. "O filho do presidente Bolsonaro acaba de reconhecer a invasão da embaixada da Venezuela como legítima, reconhecendo Guaidó e a embaixadora golpista. Isso significa que pode haver colaboração do governo Bolsonaro no episódio de violência contra a soberania venezuelana", reclamou a deputada Erika Kokay (PT-DF). Ela também disse nas redes sociais que um representante do Itamaraty que foi à embaixada nesta quarta-feira teria reconhecido o governo de Guaidó. "É golpe. [...] Governo Bolsonaro legitima a invasão", afirmou a deputada.

Eduardo rebateu as críticas: "Esquerdalha foi para a porta da embaixada da Venezuela no Brasil, quero ver é ir para a Venezuela viver como vidadão venezuelano comum", disse o deputado no Twitter.

O Itamaraty, que reconhece o governo de Juan Guaidó e nessa terça-feira (12) também reconheceu a autoproclamada presidente da Bolívia, Jeanine Añez, que assumiu o governo boliviano após a saída de Evo Morales, ainda não se pronunciou oficialmente sobre a tomada da embaixada da Venezuela em Brasília.

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Fonte: Congressoemfoco 



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