![]() |
Já são 11 milhões e 400 mil trabalhadores no serviço público do Brasil, país de 210 milhões de habitantes. Mais de três vezes a população do Uruguai (3,457 milhões de habitantes em 2017) e mais que toda a população de Portugal (10,29 milhões de habitantes em 2018).
Esse absurdo contingente de pessoas imexíveis, custou aos cofres públicos em 2017, a astronômica cifra de R$ 760 bilhões. Um peso cada vez mais insuportável aos trabalhadores brasileiros que produzem, geram riquezas e contribuem.
Um em cada 5 brasileiros adultos são contratados através de concursos, cargos e funções comissionadas além de contratações provisórias, nos três níveis de governos dos três poderes e órgãos públicos país afora. É uma assustadora e incontrolável máquina de moer dinheiro público. Um dos sistemas mais caros e ineficientes do mundo.

A luta por mais cargos e mais contratações não para.
A imensa maioria dos servidores estão a serviço das Prefeituras e dos parlamentos – câmaras municipais, assembleias estaduais e Congresso Nacional - superlotadas de funcionários e detentores de cargos comissionados, sem sequer contar com cadeiras suficientes para que todos possam sentar e trabalhar. Justificativa para milhares receberem sem sequer se apresentar ao serviço. E, pior, promover a prática da ‘rachadinha’. Ou seja, ficar com uma parte do salário do ‘laranja’ comissionado.

Suposta ‘rachadinha’ separou estes parceiros e pode encerrar a trajetória de ambos.
Os cargos de livre nomeação e exoneração proliferam de forma assustadora nos poderes executivo, judiciário e legislativo. Um formidável gancho para a multiplicação do chamado ‘nepotismo cruzado’. Artifício que permite que um poder contrate alguém ligado o outro alguém de outro poder e vice-versa. Troca de favores de ministros, desembargadores, secretários e conselheiros. Daí por diante, a elite do serviço público se locupleta, enquanto arrota probidade e suposta honra atrás de máscara mostrada ao contribuinte.
É através dessa porta que entram familiares e amigos da elite do poder público em todos os níveis. Razão pela qual, apesar de toda propagando de transparência, escondem a 7 chaves a quantidade de cargos de comissão que tem um ministro do STF ou o desembargador de um Tribunal de Justiça; um conselheiro de tribunal de contas ou um promotor de justiça do Ministério Público. Por isso, todos escondem sua caixa preta.

Se perguntado, será que dirá quantos comissionados tem seu gabinete?
Incompetência e ineficiência
Nesse momento, país a fora, de minúsculas prefeituras e câmara municipais, passando pelos governos estaduais e chegando até os mais altos escalões da República, centenas de concursos estão abertos convocando novos servidores para as mais diversas funções.
E aproveitam ainda, para aumentar a reserva de funções comissionadas sob as mais diversas e estapafúrdias justificativas. É preciso alimentar o ‘monstro’ que devora o dinheiro público, a dignidade e a vida dos cidadãos brasileiros.
O resultado de tudo isso é a notória ineficiência e incompetência na oferta dos serviços públicos essenciais à sociedade: educação, saúde e segurança.

Todos querem aproveitar o tempo antes do período eleitoral de 2020
Em todos os índices de aferimentos internacionais, o Brasil vem perdendo para países pobres da África e da Ásia. Na América Latina perdemos para o Chile, o Peru e o Uruguai. Temos 12% de desempregados, eles oscilam em menos de 8 e até 4%. E nossa situação já esteve nos 14%.
Basta se ir a qualquer posto de saúde em qualquer cidade brasileira ou andar em rodovias de péssimas condições ou se checar os resultados horrorosos da educação, para se saber exatamente como é o serviço prestado aos brasileiros pagadores de impostos.
O congresso brasileiro está discutindo reformas necessárias e urgentes para sair da inanição. Uma delas diz respeito ao fim da estabilidade de ‘novos’ servidores contratados daqui por diante. Mas a mídia anti-Brasil dá vozes aos defensores do ‘quanto pior melhor’ afirmando que a medida é contra os atuais barnabés. Tudo para colocar a opinião contra o Congresso Nacional e o governo Bolsonaro, para barrar a ação saneadora da ineficiência.
O governador de Rondônia, negou, em recente entrevista, a intenção de abrir concurso para contratação de novos servidores no que vem. Foi até categórico: “senão vamos administrar somente folha de pagamento”. Uma tentativa de controlar a fome do ‘monstro’ que devora todo e qualquer dinheiro que caia no cofre do tesouro publico.
A consequência deste comportamento anti-Brasil está na legião de brasileiros que se alimentam nos lixões da cidades; nas estradas esburacadas e até na falta delas, que promovem a perda de 1/3 das nossas supersafras; nos moradores de ruas, pedintes e drogados, os ‘invisíveis’, que enchem as vias das nossas cidades; nas filas do SUS e na porta dos hospitais, das UPA’s, policlínicas, maternidades e postos de saúde; nos canais d’águas transformados em depósito de dejetos e todo tipo de lixo que cortam capitais, como Porto Velho.
A verdade é que a recuperação do Brasil passa por todas as reformas. Entre o da Previdência, caminhando para a conclusão, à reforma tributária, a reforma do judiciário, a reforma política – outro monstro devorador do dinheiro público – até à reforma administrativa, para barrar o crescimento incontrolável de contingentes ineficientes, sustentados pelos os que menos ganham. Passa sim, pela mudança no sistema de contratação de servidores públicos e da estabilidade do emprego. É só ter coragem e amor pelo Brasil.

Unidades de saúde que humilham doente e o mata, ao invés de salva-lo

Condições de vida que tira a dignidade das pessoas

A insegurança que invade até os templos sagrados

A precariedade de uma educação que rouba os sonhos e decepa o futuro

Só a abnegação das honrosas exceções e a esperança nos futuros servidores, podem salvar a nação brasileira
Fonte: notíciastudoaqui.com algumas informações de Sérgio Pires
