Para onde estamos indo?



 

Política e religião sempre foram, desde eras primais, poderosos instrumento de conquista, dominação e poder. Em função do seu uso, separados ou juntos, tiranos vêm matando milhões de pessoas ao longo da história e do tempo.

Países e impérios nasceram e desapareceram ao longo da história humana, hasteando bandeiras e símbolos religiosos. E deixando rastros de dor, sofrimento, morte e desolação.

Continua após a publicidade.

Até os dias de hoje, sob o domínio da fé em um Deus, nações a exemplo das mulçumanas, se matam entre si e se juntam para atacar os que professam fé diferente. A democracia laica foi, até hoje, o mais eficiente antídoto criado para conter a sanha pelo poder de políticos escudados pela religião.

O Brasil é uma democracia laica. Vivemos em paz com todas as matrizes religiosas. Multicultural e multirracial, a nação brasileira construiu um país pacífico que cultiva a amizade e o respeito entre os seus cidadãs e os países vizinhos.

Ventos estranhos

Continua após a publicidade.

Mas ultimamente, vemos o prenúncio de ventos estranhos a correrem nossos campos, nossas matas e nossas cidades. Temos um presidente – Jair Messias Bolsonaro – cristão evangélico assim como tivemos outros, cristãos católicos. Até aí, tudo bem, nada demais. É até salutar termos governantes cristãos.

O problema começa quando se mistura a fé religiosa com o exercício da política. A intolerância é o primeiro fruto dessa serpente. A partir daí, manipuladores e manipulados se tornam uma horda sem freios, transformando o ambiente pacífico em terreno hostil a quem não se submeter.

O atual governo do Brasil está amplamente amparado pela bancada evangélica no Congresso Nacional. Bancada que não existia até poucos anos atrás. O nosso parlamento sempre teve representantes de todas as religiões inclusivo ateus e agnósticos. Mas agora, o evangelicismo tem clara predominância com claros objetivos de poder. Desde as câmaras municipais à presidência da República.

Continua após a publicidade.

Por esta razão, a esquerda política brasileira liderada pelo derrotado Partido dos Trabalhadores e seus coadjuvantes, de viés socialistas e comunista, está começando a trilhar o caminho da conversão religiosa que reconhece Deus como Pai e Senhor da humanidade e Jesus Cristo como seu único filho.

O ex-presidente da República Luiz Ignácio Lula da Silva, líder maior do aglomerado de partidos que compõem a esquerda brasileira, com os quais, nesse momento, vem conflitando ao querer impor sua nova estratégia de reconquista do poder através da fé, cooptando pastores evangélicos para aprender seus métodos de atração e convencimento.

Em nome desse objetivo político, está propondo a cristanização dos seus aliados, criando células e núcleos evangélicos para a retomada do poder. Ele já usou a religião no passado. Quem não lembra do uso que fez de setores da Igreja Católica no projeto de poder que o levou à presidência do Brasil e a comandar o maior esquema de corrupção do mundo?

Pois agora, ele quer repetir o feito com as igrejas evangélicas que, na maioria absoluta, apoiam o presidente Bolsonaro. Embora ainda conte com um ou outro pároco encantado com ele, a maioria dos católicos não escondem a decepção.

Perceberam onde estão querendo nos levar? Veja, em seguida, os vídeos abaixo e reflita.

Lula explica com usou a igreja para chegar ao poder

Aqui, ele se compara a Jesus Cristo

Veja o que pensava o presidente Bolsonaro sobre governo e religião quando era deputado.

O vídeo é de 11 de março de 2019:

Observe, agora, o que ele falou, já como presidente, na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) sobre governo e religião:

Veja um exemplo das manifestações da ministra Damares Regina Alves, uma pastora evangélica brasileira, atual titular do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos do governo Jair Bolsonaro.  

Agora Lula entra firme no mundo evangélico para recuperar o PT e a sua própria imagem

Estado laico

A religião, além de haver sido transformada em organizações financeiras onde Deus é a mercadoria, isentas de qualquer tipo de imposto ou tributo, está sendo encaminhada para ser, também, instrumento de poder político entre nós.  

Só para lembrar: somos, constitucionalmente, um estado laico.

Afinal, para onde estamos indo? Estamos tomando os estados islâmicos como paradigmas?

Faça sua reflexão. Esse ano, temos eleições para prefeitos e vereadores. Cada pastor evangélico está, se sentindo em tese, virtual candidato. Quem vamos eleger?

Fonte: noticiastudoaqui.com

 

 

 

 



Noticias da Semana

Veja +