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Fábio Camilo e o Deputado Coronel Chrisóstomo |
O presidente da Federação Nacional dos Comunicadores (Fenacom), Fábio Camilo, solicitou nesta quarta-feira, 12, nova audiência com o presidente Jair Bolsonaro para tratar de três assuntos de interesse dos profissionais da comunicação: o combate da violência contra os comunicadores; a descentralização das informações e da mídia do governo; e a regulamentação das rádios comunitárias e web rádios.
De acordo com Fábio Camilo, o presidente Jair Bolsonaro já sinalizou de forma positiva aos pleitos da Fenacom, mas é preciso discutir de que forma o Poder Executivo poderá atendê-los de forma mais rápida e eficiente.
Sobre o combate à violência, Fábio detalhou que existem dois projetos de lei tramitando no Senado. Um deles, o PLS) 329/2016, apresentado pelo senador Acir Gurgacz (PDT-RO), transforma em crime hediondo o homicídio de jornalistas e comunicadores em razão de sua profissão. Outro, o PLS 665/2015, do ex-senador Paulo Bauer (PSDB-SC), atribui à Polícia Federal a função de investigar crimes contra a vida de jornalistas. Ambos tramitam na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.
Para o presidente da Fenacom, essas duas medidas são importantes para dar mais segurança aos jornalistas e comunicadores, além de fortalecer a investigação contra esse tipo de crime e punir os responsáveis.
“Como a maioria dos profissionais é assassinada por investigar ou denunciar crimes graves e de corrupção nos seus municípios e áreas de atuação, é fundamental que a Polícia Federal atue nesses casos, assegurando o rigor da investigação”, justifica Camilo.
Sobre a descentralização da mídia do governo federal, Fábio Camilo considera que o governo tem que criar mecanismos legais para distribuir suas mídias de forma mais justa e democrática. “Hoje, a chamada grande imprensa fica com a maior parte da mídia do governo, sendo que temos um cenário em que muitas rádios comunitárias, web rádios, sites e comunicadores independestes poderiam participar”, salienta.
Sobre a regulamentação das rádios comunitárias e da veiculação de mídia nesses canais, Fábio disse que essa é uma luta antiga dos radialistas. “Esse assunto também está sendo debatido no Congresso, mas o governo poderia criar mecanismos para fortalecer esses segmentos já nesse ano”, frisou Fábio.
