“Os passaportes eram para fazer negócios”, diz advogado de empresária que levou Ronaldinho ao Paraguai



Com prisão preventiva decretada, Dalia López deve se apresentar ao Ministério Público nesta segunda-feira

 

Os advogados da empresária Dalia López fizeram revelações importantes na manhã desta segunda-feira (9), em Assunção. Entre elas, a de que Ronaldinho e Assis queriam os passaportes paraguaios para a realização de negócios no país.

A entrevista foi realizada na sede do escritório dos advogados da empresária, responsável pelo convite para os irmãos visitarem o Paraguai. Álvaro Arias explicou como funcionou o esquema para a entrega dos passaportes falsos.

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— A Dalia conheceu Ronaldinho através do senhor Lira (Wilmondes Sousa Lira, empresário que também está detido no Paraguai). Lira e sua esposa, Paula, ofereceram a possibilidade da presença aqui em um evento da fundação que realiza atividades beneficentes, e tem Dalia como presidente. Então, Ronaldinho veio para cá para isso, além de uma atividade em um cassino. Quando chegaram aqui, Lira entregou os passaportes falsos. Ele já estava tratando disso. Assis pediu para Lira, que contatou Dalia, que acionou dois gestores que facilitaram o processo. Ela vai dar os nomes — contou Arias. 

Uma questão importante é o motivo para a solicitação de um passaporte paraguaio. O advogado deixou claro o objetivo:

—Era para realizar atividades comerciais, fazer negócios no Paraguai. Mas negócios legítimos, legais. 

A empresária Dalia López, que tem empresas que prestam serviços aeroportuários, teve a prisão preventiva decretada e poderá se apresentar ao Ministério Público ainda nesta segunda. Ela desistiu de conceder entrevista coletiva, como havia sido prometido por seus advogados.

Da parte de Ronaldinho e Assis, o advogado Sérgio Queiroz insiste que os irmãos não sabiam que os documentos eram falsos. O pedido de anulação do decreto de prisão preventiva foi protocolado nesta manhã, e a resposta da justiça paraguaia pode sair durante o dia.



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