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O ministro da Economia, Paulo Guedes, quer reinstituir a tributação sobre lucros e dividendos, com alíquota de 20%. Para micro e pequenas empresas, haveria isenção dessa tributação em até R$ 20 mil por mês. Os mais ricos, é claro, não gostaram nada e foram pra cima do governo Bolsonaro. Somados, esses cinco afortunados tem nada menos que R$ 284,1 bilhões.
Trata-se do único “ponto positivo” da proposta de reforma tributária apresentada até o momento. No entanto, vem sendo “bombardeada” por empresários, e o governo Bolsonaro já ameaça recuar.
Em contrapartida ao novo imposto, a equipe econômica propõe redução gradual do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) de 15% para 10%. Contudo, um grupo de mais de 120 entidades do setor empresarial enviou na semana passada uma carta ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), cobrando alterações na proposta.
Os empresários denunciam aumento da carga tributária sobre as empresas. No entanto, de acordo com o diretor técnico do Dieese, Fausto Augusto Junior, trata-se de corrigir uma distorção histórica.
“Desde 1996, o Brasil não cobra imposto sobre a retirada dos empresários, ou dos aplicadores, sobre os seus investimentos”, disse Fausto em entrevista, nesta segunda-feira (12).
Uma desigualdade dessa magnitude é, sem dúvida, sinal de uma apocalipse social. Somados, esses cinco afortunados tem nada menos que R$ 284,1 bilhões. São eles: Jorge Paulo Lemann (R$ 95,3 bilhões), Joseph Safra (R$ 71,1 bi), Marcel Hermann Telles (R$ 47,7 bi), Carlos Alberto Sicupira (R$ 40,7 bi) e Eduardo Saverin (R$ 29,3 bi).
Foto: Reprodução
