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O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta 5ª feira (11.ago.2022) que a Constituição é a “melhor carta da democracia” durante sua live semanal no YouTube.
“Alguém discorda que isso aqui é a melhor carta da democracia? Alguém tem dúvida? Acha que outro pedaço de papel substitui isso daqui?”, disse Bolsonaro enquanto segurava a Constituição Federal em suas mãos.
A fala do chefe do Executivo é em referência à carta em favor da democracia organizado pela Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo), lido nesta manhã no largo de São Francisco, em São Paulo.
A carta, assinada por artistas, banqueiros, ministros e empresários, critica o que considera “ataques infundados e desacompanhados de provas” que questionam “o Estado Democrático de Direito” e a lisura do processo eleitoral. O documento não cita Bolsonaro diretamente. Leia a íntegra da carta organizada pela Faculdade de Direito da USP (1 MB).
O presidente criticou ainda o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e sua mulher, Janja da Silva, por também terem assinado o texto. Além de Janja e Lula, o candidato a vice da chapa do petista, Geraldo Alckmin (PSB), também inseriu a sua assinatura.
“Já que o símbolo máximo do PT assinou a carta, juntamente com a sua jovem mulher, eu pergunto: o PT assinou a carta de 88? O PT assinou a Constituição de 88?”, questionou.
À época, o partido votou contra a Constituição apresentada, mas assinou a versão final do documento, depois da promulgação. Lula já justificou a sigla não ter assinado a carta porque o PT queria algo “mais radical”.
Bolsonaro citou ainda a “Carta ao povo brasileiro”, assinada por Lula quando ainda era candidato à Presidência, em 2002. “Foi uma ‘Carta à corrupção brasileira’, foi o que o PT fez quando assumiu”, afirmou.
Relembrou ainda que Lula já falou diversas vezes em regular os meios de comunicação –seja os tradicionais, seja a internet. Ele também voltou a dizer que os artistas que assinaram a carta queriam a volta da Lei Rouanet, enquanto a CUT (Central Única dos Trabalhadores) quer a volta do imposto sindical –extinto durante o governo de Michel Temer (MDB).
Além disso, o presidente usou a carta pró-democracia para criticar também governadores e prefeitos por terem decretado lockdowns durante a pandemia, que, de acordo com Bolsonaro, foram medidas “drásticas e proibitivas” muito mais “danosas” do que um estado de sítio.
(Poder360)
